Espaço do Diário do Minho

ABC e SCB, o presente e… que futuro?
26 Abr 2019
Carlos Mangas

Os campeonatos aproximam-se do final e chegou a hora de se proceder a um balanço. Em minha opinião, o ABC ficou aquém do expectável e o SCB dentro do perspetivado.

Não imaginava o ABC a intrometer-se na luta pelo título nacional mas sempre esperei que integrasse o grupo que o decide, pelo que é tempo de virar a página e voltar a fazer história. Cumpriram-se esta semana 25 anos sobre o maior feito de um clube de andebol nacional – o ABC na final da Liga dos Campeões – sendo as redes sociais o “rastilho” que permitiu que muitos o relembrassem.

Por isso aqui deixo um apelo a todos, cidadãos comuns, ex-atletas, ex-dirigentes, políticos e empresários da região, juntem-se, novamente, à causa academista levando o clube ao que sempre foi – baluarte do andebol nacional, assente numa formação de excelência, hoje e sempre – uma referência do desporto nacional.

Já o SCB cumpriu, em meu entender, dois dos três objetivos a que se propôs. Aproximação aos clubes de topo; chegar longe nas taças nacionais. Só a nível europeu nos deixou um travo amargo. Concedo que o nosso treinador, a nível comunicacional, já teve melhores dias e o seu comportamento, no banco, originando algumas expulsões desnecessárias, pode, e deve, ser melhorado.

Mas, se atendermos à qualidade de jogo da nossa equipa na maior parte da época, comparativamente com outras bem recentes; ser a sua 1.ª época completa, a liderar uma equipa na I Liga; ter contrato por mais duas épocas; a generalidade dos jornalistas assumir que nenhum dos nossos titulares seria 1.ª escolha em qualquer um dos clubes que nos precede na classificação; dos 20 a 25 mil sócios que religiosamente – ou não fossem de Braga – pagam as cotas, apenas metade ser frequentador assíduo no estádio mais bonito e menos apelativo (para assistir a um jogo de futebol) do país. O que deveria estar na ordem do dia? 

Uma discussão centrada em possíveis reforços para as posições mais deficitárias; encontrar substituto para alguma transferência assente em valores irrecusáveis; forma de incentivar mais gente a ir ao estádio. No entanto, e estranhamente, o que vemos surgir a cada dia, são nomes de possíveis substitutos do nosso treinador. Pergunto: Com alguns dos graves handicaps mencionados – e outros que nem VAR a pena mencionar – queremos ser campeões? Mas, está tudo doido? Não aprendemos com os erros do passado recente? 

O ser humano é um eterno insatisfeito e a biologia explica-o através de uma substância – a dopamina – que nos transmite sensação de bem-estar permanente, mas quando libertada em excesso, leva a que nunca nos sintamos saciados, independentemente do prazer conseguido, podendo até gerar vícios nefastos. Temo que seja esse o problema de que sofrem alguns dos nossos adeptos e/ou dirigentes que veem na substituição do treinador, a solução. Eu, que sinto libertar essa substância em doses adequadas, explicito abaixo os motivos válidos, que encontro, para a substituição do treinador:

– N E N H U M.



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