Vídeo: Nuno Cerqueira

Em Castelo de Vide.

Nuno Cerqueira
23 Abril 2019

¬ęN√£o h√° P√°scoa como esta¬Ľ, diz o padre Vitor Mel√≠cias ao Di√°rio do Minho, recordando que foi em Montariol, Braga, que estudou, quando deu nota da presen√ßa da reportagem do di√°rio bracarense por entre os milhares de fi√©is que encheram a igreja Santa Maria da Devesa de Castelo de Vide, uma das maiores do Alto Alentejo, para peculiar ritual.

¬ęDesde h√° uns anos que n√£o falto a este momento de alegria e de uni√£o¬Ľ diz o padre franciscano, enquanto tamb√©m ele segue a banda filarm√≥nica da terra, ruma √† Carreira de Cima e Carreira de Baixo, duas ruas que ladeiam a C√Ęmara Municipal, naquela que √© chamada a “volta de Santa Maria”.

Tudo começa na noite de sábado para domingo. Na rua vende-se chocalhos para aqueles que, por ventura, esquecerem ou desconhecem a tradição, como o Diário do Minho, a quem a comunidade local emprestou um antigo chocalho, com a cruz de cristo estampada.

Milhares de pessoas se juntam no adro da Igreja, uns sem espa√ßo no interior da Matriz, aguardar pelo momento que os leva ali: a “Chocalheira”.

Uma espécie de festejo pagão, mas que entra pela Igreja dentro no fim da Vigília Pascal. O ensurdecedor ritual, ritmo e sem ritmo, acaba por harmonizar com o agitar dos chocalhos pelas ruas.

Pequenos, grandes, menos grandes, religiosos, civis, autoridades, de todas as idades, chocalham até começar o fogo de artifício que é lançado desde o castelo.

A P√°scoa de Castelo de Vide √© assim. Chocalhasse, os borregos s√£o benzidos e at√© h√° uma prociss√£o onde v√£o as bandeiras dos clubes da terra, os “jo√Ķes”, cabeleireiras e barbeiros, os mercadores e of√≠cios locais.


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