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CDS-PP/Braga acusa Governo de “centralismo desmedido” com gestão do Mosteiro de Tibães

O Mosteiro de Tibães aguarda reclassificação para monumento nacional.

Redação
22 Abr 2019

O CDS-PP de Braga acusou o Governo de “centralismo desmedido”, “irrisório” e “esquizofrénico” por permitir que o Mosteiro de Tibães, em Braga, esteja a ser “gerido à distância” pela Direção Regional da Cultura do Norte, no Porto.

“Parece-me irrisório e até esquizofrénico que se fale em descentralização quando, no caso do Mosteiro de Tibães, se assiste a um centralismo incomensurável”, pode ler-se num comunicado do CDS-PP de Braga, assinado pelo líder da concelhia, Altino Bessa, onde se sublinha a perplexidade do CDS-PP ao ver o Mosteiro de São Martinho de Tibães ser “gerido à distância” pela DRCN, com sede no Porto.

Segundo o CDS-PP, o Mosteiro de Tibães, que aguarda reclassificação para monumento nacional, é um dos equipamentos mais emblemáticos do património local e que agora se vê entregue ao “centralismo desmedido”.

“Quando uma das palavras na ordem do dia é descentralização”, onde “está a descentralização tão proclamada pelo atual governo?” – perguntam os centristas de Braga no comunicado de imprensa.

Segundo os centristas de Braga, o Mosteiro de Tibães era dirigido por um coordenador local desde 2009, mas, desde o início deste ano, passou a ser gerido a partir do Porto, com um novo modelo de “gestão à distância”, que implica que o presente equipamento seja “coordenado a partir do Porto, dispensando uma direção ou coordenação local”.

Segundo Altino Bessa, o Mosteiro de Tibães tinha verificado “uma intensa e cimentada atividade” nos últimos anos “fruto das parcerias locais estabelecidas”, bem como de um serviço educativo alocado ao espaço e que se tinha traduzido num aumento visitantes.

“Só no ano de 2018, o Mosteiro contabilizou cerca de 95 mil visitas. Factos são factos e perante estes é incompreensível que a coordenação do espaço cultural tenha sido tomada pela DRCN”, criticam os centristas, afirmando que é “urgente que se efetive, no terreno, a tão apregoada descentralização”.

“Não podemos admitir que o património local esteja a ser dirigido a partir do Porto. É fundamental que a gestão, na sua generalidade, seja praticada ‘in loco’ e não à distância. Não nos rendemos a uma coordenação ‘low cost’”, avisam.

A agência Lusa contactou por telefone e enviou mensagem escrita à assessoria da DRCN, mas não foi possível até ao momento obter um comentário ao assunto levantado pelo CDS-PP de Braga.





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