Fotografia: DR
Melgaço “reclama” e Monção “atenta” a prospeção e pesquisa de minério nas “barbas” do PNPG

População, ambientalistas, grupos de cidadãos estão a levantar voz nas redes sociais contra a exploração.

Redação / NC
19 Abr 2019

O presidente da Câmara de Melgaço avisou que vai apresentar uma reclamação junto da Direção Geral de Energia e Geologia para contestar o requerimento apresentado por uma empresa australiana para prospeção de depósitos minerais.

Em comunicado, o socialista Manoel Batista explicou que reclamação do município vai ser sustentada por um parecer técnico já em elaboração.

 

Em causa, segundo Manoel Batista, está «um aviso publicado, no dia 20 de março, em Diário da República (DR) em que se anuncia que uma empresa australiana requereu a atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais, entre os quais lítio, para a área de Fojo, localizada nos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção».

De acordo com o autarca socialista o prazo estabelecido no aviso para apresentação de reclamações termina no dia 03 de maio. A reclamação foi anunciada durante uma reunião descentralizada na Junta de Freguesia de Vila e Roussas.

Na nota, a autarquia adiantou que Manoel Batista “tranquilizou” a população, assegurando que “o tema está a ser objeto de análise técnica por forma a fundamentar uma reclamação junto da Direção Geral de Energia e Geologia”.

O presidente da Câmara assegurou que “todas as diligências a desenvolver sobre este assunto serão sempre em articulação com os municípios de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção”. Manoel Batista garantiu que não permitirá que “um bem único como a paisagem do território seja colocado em causa”.

Já em Monção, o presidente da Câmara informou hoje que o executivo municipal está “atento e vigilante” ao desenvolvimento de um requerimento apresentado por uma empresa australiana para prospeção de depósitos minerais no concelho.

“O executivo municipal de Monção está atento e vigilante a todos os passos nesta matéria”, avisou o autarca social-democrata, citado numa nota divulgada hoje.

No documento, António Barbosa sublinhou que “a identidade ambiental do território é um bem inestimável que tudo fará para o proteger”.

“Os interesses da população monçanense estarão sempre em primeiro lugar, em detrimento de qualquer interesse económico”, assegurou.

António Barbosa garantiu que “o executivo municipal está em permanente contacto com as câmaras vizinhas de Melgaço e Arcos de Valdevez, no sentido de preparar uma reclamação fundamentada à Direção-Geral de Energia e Geologia dentro do prazo estabelecido no aviso publicado no Diário da República”.

A procura mundial pelo lítio, usado na produção de baterias para automóveis e placas utilizadas no fabrico de eletrodomésticos, está a aumentar e Portugal é reconhecido como um dos países com reservas suficientes para uma exploração comercial economicamente viável.




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