Fotografia: António Silva
Doentes terminais, violência doméstica e migrantes marcam Sermão do Enterro

Fiéis lotaram a Sé de Braga para participarem na celebração da Morte do senhor e na Procissão Teofórica do Enterro. No Sermão, o Arcebispo Primaz desafiou os cristãos «a emprestarem a voz a quem já não tem vontade de falar e chora»

Alexandre Gonzaga
19 Abr 2019

O Sermão do Enterro, proferido pelo Arcebispo Primaz, ficou marcado pelos temas das doenças terminais, violência doméstica, migrações, concentração de riqueza e alterações climáticas.

Na Sé Primacial, milhares de fiéis ouviram D. Jorge Ortiga enumerar «as dores da humanidade» e lançar um apelo «ao testemunho pessoal», pois, «as verdadeiras revoluções nascem no coração de cada um».

No dia em que a Igreja Católica celebrou a Morte do Senhor, o prelado bracarense lembrou que «não podemos passar ao lado destas situações graves» porque «a morte de Cristo fala-nos de muitas vidas mortas».

A celebração terminou com a Procissão Teofórica (de Deus) do Enterro pelas naves da catedral. O Santíssimo Sacramento, encerrado num esquife e coberto com um manto preto, foi, finalmente deposto numa capela lateral, onde ficou exposto à veneração.

A cerimónia, introduzida na Sé de Braga no século XVI, é uma tradição medieval associada aos chamados ritos da “depositio” (deposição).

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





Notícias relacionadas


Scroll Up