Fotografia: Avelino Lima

Igreja de Braga exortada a reinventar a Pastoral dos Jovens

D. Jorge Ortiga lavou e beijou simbolicamente os pés de 12 estudantes universitários.

Alexandre Gonzaga
18 Abr 2019

O Arcebispo Primaz desafiou, na Sé Primacial, os jovens a «serem protagonistas da mudança do mundo, que necessita de uma nova cultura do encontro» capaz de transformar um quotidiano repleto de «hipocrisias e mentiras, promessas e compromissos sociais, ilusões e fantasias».

No rito que antecedeu a Missa da Ceia do Senhor, D. Jorge Ortiga lavou e beijou os pés de 12 estudantes das universidades e institutos superiores instalados na Arquidiocese de Braga e lembrou que «a Igreja acredita e está atenta aos jovens».

«Mudar o mundo exige competência e vanguardismo. Será que não seremos capazes de dar ao cristianismo aquela força revolucionária que sempre teve», questionou o prelado bracarense, no dia em que se celebrou em todo o mundo a Paixão do Senhor.

No final da missa, os fiéis cantaram a hora de Vésperas, enquanto que o Cristo vivo presente na hóstia consagrada foi conduzido em procissão pelas naves da catedral para um lugar de adoração (a representar o Horto das Oliveiras), onde permanecerá até ser dali retirado, também processionalmente, amanhã, para o sepulcro. Em sinal de luto, o altar foi desnudado.

Muitos fiéis realizaram, durante a tarde, a tradicional visita às sete igrejas, habitualmente associada à vivência da Quinta-Feira Santa na cidade de Braga.

Trata-se de uma prática devocional que está vinculada à realização da Procissão das Endoenças que as Misericórdias organizavam.

O imaginário que preside a esta prática está associado com as sete igrejas de peregrinação da cidade de Roma, que os fiéis devem visitar sempre que é proclamado Ano Santo, num costume que ainda hoje é mantido. As sete igrejas – Sé Primaz, Misericórdia, Santa Cruz, Terceiros, Salvador, Penha e Conceição – são marcadas com uma cruz da paixão junto da sua porta de entrada.

Um numeroso grupo de farricocos percorreu o centro da cidade, que, com as suas ruidosas matracas, chamaram os Irmãos da Misericórdia para a procissão da noite.





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