Fotografia: Ana Marques Pinheiro

«Os turistas chegam cá e ficam de boca aberta»

Testemunhos

Carlos Almeida
10 Mar 2019

Carlos Almeida, responsável pelo serviço da Sé Catedral e sacristão-mor, coordena e orienta todos os preparativos no interior da Sé de Braga onde trabalha há mais de 40 anos. Natural de Paredes Secas, em Amares, mas a viver em Braga desde 1961, conhece aquele templo como a palma da sua mão, já que quase tudo passa por si.

«Oriento tudo dentro da catedral. No caso das procissões, monto os pálios e outras estruturas e oriento tudo no exterior», explicou ao Diário do Minho, destacando o orgulho que sente em participar em todo este processo. «Se não tivesse prazer em estar aqui, já cá não estava», disse, confessando, contudo, ser «doloroso» ouvir os problemas de quem procura a Sé Catedral em busca de algum
conforto.

No decorrer das celebrações da Semana Santa, «a agitação é diferente». «Dá muito trabalho e muita dor de cabeça coordenar tudo, porque tudo passa pelas minhas mãos», referiu, considerando que, atualmente, o evento «tem melhorado».

«Agora temos o turismo a crescer com a maior promoção através da Entidade do Porto e Norte de Portugal que tem divulgado noutros países a nossa Semana Santa e isso é benéfico porque vêm pessoas que não conheciam. Muitos turistas chegam cá e ficam de boca aberta ao verem uma cidade tão bonita, que acolhe toda a gente e com as ruas enfeitadas durante a Quaresma. Então quando chegam à Sé, ficam deslumbrados», referiu o senhor Carlos.

Brasil, Alemanha e Espanha são alguns dos países que mais turistas fornecem a Braga durante as Solenidades da Semana Santa de Braga. Porém, também já foram avistados turistas oriundos de países como a Síria ou Israel. «Nunca tinha visto cá pessoas desses locais e agora vejo», confessou o responsável.





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