Espaço do Diário do Minho

Investir nos jovens é investir no futuro
2 Mar 2019
Maria Helena Paes

Investir nos Jovens é investir no futuro, foi esta a frase que mais me sensibilizou e que deu o mote para escrever este artigo, ao ter participado, na Assembleia da República – Sala do Senado –, no dia 30 de janeiro de 2019, na Cerimóniade abertura do Ano da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) para a Juventude2019.

Na verdade, houve outra frase que considerei muito oportuna, cheia de sentido: “Investir na juventude é investir no futuro de todas as pessoas”. Esta organização internacional, formada pelos países lusófonos, tem como objetivo aprofundar a amizade mútua e a cooperação entre os seus membros.

Em 2019, vai pretender-se fortalecer a participação ativa dos jovens desta Comunidade no planeamento, implementação, monotorização e na avaliação de políticas da CPLP neste domínio.

Foi muito agradável, participar neste evento, sobretudo por poder observar o interesse e empenho de todos os intervenientes dos países da lusofonia, em particular dos mais jovens. Eis algumas das frases proferidas que mais me tocaram:

A importância da Juventude para a CPLP; a necessidade de partilhar experiências e boas práticas; aumento de cooperação e empoderamento da juventude; inclusão dos meninos de rua; a importância da língua portuguesa para as novas gerações; refletir e debater os caminhos a percorrer para termos uma juventude mais livre e qualificada; a juventude constitui o presente e o futuro da CPLP; a área da educação é fundamental; o futuro não será criado por robotsmas sim pela mente humana; no futuro os jovens serão chamados a apoiar os mais idosos; um país que não oferece oportunidade de trabalho aos jovens é um país sem futuro; o sentimento de pertença e de partilha não se sente se não o experimentarmos do ponto de vista sentimental em comunidade; a importância de viver em comunidade através da música.

A este propósito, houve um momento musical, com os Meninos Cantores do Município de Trofa que cantaram 8 músicas, que constituem momentos de partilha, de grande alegria, ternura e emoção e que juntaram: de Angola – Ondjaki, Sol, Meu Sol Pequenino; do Brasil – Regina Boratto, Brasil Mosaico; de Cabo Verde – Abraão Vicente, Terra; da Guiné Bissau – Francisco Conduto Pina, Criança; de Moçambique – Mia Couto, O Rei; de Portugal – Sofia de Mello Breyner, No Fundo do Mar; de São Tomé e Príncipe – Olinda Beja, Quem Somos?; de Timor Leste – Xanana Gusmão, As Fronteiras não se veem do Céu.

Foi ainda lançado um desafio: O que fazer para que estes eventos se venham a traduzir em atuações direcionadas para os jovens, (com o seu envolvimento). Constitui um grande desafio e responsabilidade. Também foi abordado, com alegria e interesse, uma eventual colaboração com a organização da Jornada Mundial da Juventude, que vai ter lugar em Lisboa, em 2022.

Saí pressurosa do Parlamento. Já estava atrasada para outro compromisso. Continuei o meu percurso, feliz por ter participado neste evento augurando o maior sucesso para o seu trabalho futuro.

Tinha participado em representação da Via Vitae– Associação Portuguesa a Favor da População Sénior. Pensei interiormente, como se revestem da maior importância, cada vez mais, as relações entre gerações.

Investir nos jovens é investir no futuro. Mas também se torna premente investir em programas e políticas para os idosos.



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