Fotografia: Nuno Cerqueira

PCP reclama medidas urgentes para travar invasão de mimosas no Gerês

Deputada Carla Cruz esteve hoje em Terras de Bouro.

Redação
1 Mar 2019

A deputada do PCP Carla Cruz considerou hoje “urgente” que o Governo intensifique o controlo das espécies invasoras no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), nomeadamente as mimosas, desde logo para prevenir os incêndios.

“Parcelas muito significativas do PNPG estão cobertas por mimosas, que, como é sabido, ajudam a propagar o fogo. Também é sabido que quanto mais fogo houver, mas mimosas há. Por isso, é urgente intervir, para evitar incêndios que dizimem a riqueza biológica única do Parque”, disse aquela deputada comunista.

Dirigentes do PCP foram hoje ao Gerês, em Terras de Bouro, dar conta do projeto de resolução que o partido apresentou em 22 de fevereiro na Assembleia da República e que recomenda ao Governo a intensificação do controlo das espécies invasoras no PNPG.

Carla Cruz explicou que aquele projeto de resolução surgiu na sequência das últimas Jornadas Parlamentares do PCP, que decorreram em Braga e que integraram uma visita ao único parque nacional do país.

“O que a população nos disse é que são cada vez maiores as extensões do Parque que estão tomadas pelas mimosas”, referiu.

Por isso, o PCP decidiu recomendar ao Governo que proceda à atualização do inventário das áreas invadidas pela mimosa no PNPG e proceda à elaboração de um novo programa de controlo e recuperação dos habitats invadidos.

O PCP considera que a elaboração daquele programa deve envolver os técnicos do PNPG, especialistas na matéria, populações, autarquias locais, os conselhos diretivos dos baldios e assembleias de compartes.

O reforço dos meios humanos, técnicos e materiais no PNPG e a colocação de um diretor do Parque, “garantindo uma gestão própria de proximidade”, são outras das recomendações.

“Não basta decretar que uma determinada riqueza natural constitui a preservar. É importante tomar as medidas para que tal preservação seja real, efetiva e orientada para o progresso social e económico das populações que ali habitam e não para a estagnação e abandono, com a consequente degradação dos recursos”, lê-se no projeto de resolução do PCP.





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