Fotografia: Avelino Lima

Manifestação denuncia arquivamento de 85% dos casos de violência doméstica

No Dia dos Namorados, “Rede 8 de Março” aponta falta de estudos oficiais

Alexandre Gonzaga
14 Fev 2019

O dia 14 de fevereiro foi escolhido pela “Rede 8 de Março” para realizar a ação de repúdio pela violência contra as mulheres «porque os estudos revelam que a maioria dos jovens não reconhece essas situações tipificadas como violência».

À margem da manifestação que juntou dezenas de ativistas nas imediações do Tribunal Judicial da Comarca de Braga, Marta Calejo, uma das responsáveis pelo coletivo de organizações feministas, explicou ao Diário do Minho que esta questão «poderá agravar-se no futuro e vir a desembocar em situações como estamos a viver no início deste ano, com a morte de 10 mulheres às mãos dos seus companheiros ou ex-companheiros em apenas um mês e meio».

A responsável denunciou que «85% dos casos de violência doméstica são arquivados [pelos tribunais]». «O aparelho burocrático é tão grande que elas acabam por desistir, pois, também já se encontram numa situação de fragilidade», referiu, justificando, assim, o local da manifestação.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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