Fotografia: Nuno Cerqueira
Bombeiros Municipais de Braga em greve não cumprem “serviços mínimos” decretada pela Câmara por acharem ser “irresponsável”

Paralisação nos Bombeiros Municipais de Braga.

Nuno Cerqueira
14 Fev 2019

Os  bombeiros da Companhia Sapadores de Braga estão desde hoje em greve, mas sem cumprirem diretiva dos serviços mínimos que a Câmara de Braga pretendia impor por considerarem que esta «iria deixa o socorro à população em causa».

O secretário coordenador norte da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais, e também Bombeiro Municipal em Braga, Ricardo Fernandes, explicou ao Diário do Minho que os bombeiros da Companhia Sapadores de Braga juntaram-se à greve da Função Pública face ao impasse nas negociações do Estatuto do Bombeiro Profissional.

No entanto, e como refere Ricardo Fernandes, foram surpreendidos com os serviços mínimos impostos para Câmara de Braga que colocava 10 bombeiros (um turno tem 20) ao serviço no início e fim da cada turno.

«Esta situação caso fosse cumprida colocaria o socorro à população em causa por não serem garantidas as guarnições dos veículos de socorro», explica.

Desta forma, e como se lê no comunicado do Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP),  os bombeiros avançaram para o cumprimento dos serviços mínimos declarados pelo SNBP, assumindo a perda de vencimento, mas garantindo o socorro à população, com quem assumiram a responsabilidade da missão.

Esta decisão dos bombeiros da Companhia de Sapadores de Braga prende-se com a experiência vivida na última paralisação.

«Nestas duas horas em que a câmara pretendia tirar elementos de ambos os turnos (nos serviços mínimos) registaram-se na última greve 55 emergências pré-hospitalares, seis incêndios urbanos, um salvado e seis outros serviços. Estes serviços caso voltassem a ocorrer, poderiam ficar sem resposta por falta de efetivos», exemplificam, explicando que acima de tudo está o compromisso para com os que servem, ou seja, a população.




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