Fotografia: DR

Basílica de Guimarães coloca no presépio drama humanitário dos imigrantes e ilegais

Um grito que reclama amor e solidariedade. 

Rui de Lemos
22 Dez 2018

Um barco no lugar da manjedoura. Um mar em vez das palhinhas. Homens e mulheres que sofrem na pele as agruras de ter que escapar a situações de guerra nos países de origem, sendo explorados por traficantes sem escrúpulos que os abandonam à sorte, na maior parte das vezes em embarcações precárias e sobrelotadas. Crianças e adolescentes filhos de imigrantes ilegais, separados dos pais, e sem berço que os acolha e conforte. 

Infelizmente, aquele é um retrato de uma história contemporânea «vivida neste momento» por seres humanos em muitas partes do mundo. São «dramas reais» que o grupo de leigos ligados aos Missionários do Verbo Divino (amigos do Verbo Divino e Diálogos), no âmbito do projeto “Natal em obras”, decidiram retratar num presépio original, montado numa das laterais da porta de entrada na Basílica de S. Pedro do Toural, em Guimarães. 

«É uma construção simbólica do barco que tenta cruzar o Mediterrâneo para a Europa e a expressão de um drama humanitário de gente que passará a noite de Natal junto da fronteira dos Estados Unidos sem que possam entrar. É todo o drama humanitário que está a acontecer nos dias de hoje e que nós quase poderíamos resumir numa pergunta: onde é que o pobre passa a consoada?», ilustrou o padre António Leite, provincial dos Missionários do Verbo Divino. O sacerdote explicou que todo o presépio foi construído ao longo dos domingos do Advento com muitos elementos simbólicos, que se traduzem numa imagem final «que tem uma dimensão de fundo solidária, mas que também pretende inquietar». 

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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