Fotografia: Nuno Cerqueira/Arquivo
Marcelo pede a Bombeiros e Governo que evitem afirmações que dificultem o diálogo

A propósito do conflito entre a Liga dos Bombeiros e o Governo.

Lusa
9 Dez 2018

O Presidente da República apelou hoje para que todos os intervenientes evitem afirmações públicas que dificultem o diálogo neste “domínio muito sensível” da Proteção Civil.

Marcelo Rebelo de Sousa assumiu esta posição ouvido pela agência Lusa sobre o anúncio feito pelo presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares, de abandono da estrutura de Proteção Civil e a posterior troca de palavras com o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

Neste contexto, o chefe de Estado apelou “a todos os intervenientes no sentido de evitarem afirmações públicas que tornem depois mais difícil o diálogo e o entendimento num domínio muito sensível para os portugueses como é o da Proteção Civil e, mais em geral, o da sua segurança”.

A Liga dos Bombeiros Portugueses anunciou no sábado, em Santarém, através do seu presidente, Jaime Marta Soares, a decisão de “abandonar de imediato” a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), num “corte radical” em protesto contra os diplomas aprovados pelo Governo sobre as estruturas de comando.

Jaime Marta Soares comunicou também que o Conselho Nacional da Liga dos Bombeiros Voluntários aprovou “por unanimidade e aclamação de pé” a decisão de suspender toda a informação operacional aos Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS).

Hoje, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, acusou a Liga dos Bombeiros Portugueses de ser “absolutamente irresponsável” ao abandonar a ANPC podendo colocar em causa a segurança das pessoas.

“Se alguém não cumprir as suas obrigações legais, tiraremos daí todas as consequências, no plano jurídico e no plano administrativo e criminal, se for caso disso”, acrescentou o ministro, perante a comunicação social.

Jaime Marta Soares já veio, entretanto, reagir às declarações do ministro da Administração Interna, à RTP, acusando-o de estar “a dramatizar” e de “não dizer a verdade aos portugueses” relativamente à sua segurança.




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