Fotografia: Nuno Cerqueira

Câmara de Braga diz que «não foi notificada pelo Tribunal»

Alegada Providência Cautelar de suspensão da hasta pública do edifício da ex- Confiança

Nuno Cerqueira
13 Nov 2018

Face às consecutivas abordagens da imprensa, a Câmara de Braga viu-se forçada a imitir comunica do esclarecendo alguns pontos quanto «à aceitação pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga de uma providência Cautelar» que visa «suspender a hasta pública do imóvel designado “Fábrica Confiança”».

Em nota de imprensa, o Município liderado pela coligação de direita refere que a Câmara «não foi, até ao momento, notificada pelo Tribunal, desconhecendo o teor da Providência Cautelar em questão».

No entanto uma alegada interposição desta Providência Cautelar não constitui qualquer surpresa para a Câmara visto que « já tinha sido anunciado o recurso à via judicial pelos cidadãos que se opõem à venda deste imóvel»

Segundo o Município bracarense, a aceitação desta Providência «é um acto administrativo que não envolve qualquer análise do mérito da mesma ou dos argumentos aí vertidos», que serão «naturalmente contestados pelo Município após a referida notificação».

«A Câmara Municipal concretizará o processo de alienação logo que tal lhe seja possível», concluí a mesma nota.

No entanto Cláudia Sil afirmou à Lusa que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga aceitou uma providência cautelar interposta por um grupo de cidadãos “para travar” a hasta pública da antiga saboaria Confiança, informou hoje a plataforma criada para “salvar” o imóvel.

Membro da Plataforma Salvar a Confiança, Claudia Sil, considerou que a aceitação daquela medida judicial é “uma batalha ganha”, mas salientou que “o caminho ainda vai ser longo” para conseguir impedir que a autarquia de Braga venda a antiga fábrica de sabonetes, que tem como preço base 3,8 milhões de euros.

A hasta pública da antiga saboaria Confiança está marcada para o dia 20.

 





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