Fotografia: Nuno Cerqueira

Para “Binnar” arte e performances «fora da caixa»

De 12 a 30 de novembro em Famalicão.

Nuno Cerqueira
11 Nov 2018

A Incubadora artística de Vila Nova de Famalicão volta à carga através do mundo particular da “binnação” famalicense. Este ano, o terceiro consecutivo, o Binnar invade terras de Camilo de 12 a 30 de novembro e há muito para descobrir num festival que vale a velha máxima de um apeadeiro sem desnivelamento: “Pare, Escute e Olhe”.

São mais de 15 dias de programação intensa e «fora da caixa». Entre a música, performances diversas, fotografia, teatro, vídeo, escultura, imagem ou instalações, há toda uma binnarização a descobrir. E gratuita.

O festival, apoiado pela Câmara local, tem agregado várias parcerias em diferentes espaços da cidade, do concelho e mistura artistas consagrados aos emergentes.

«Este festival está inserido numa lógica de aposta nas artes com novas narrativas. Uma afirmação de cruzamento artístico numa recreação inovadora artística de diferentes artes», refere o vereador da Cultura da Câmara de Famalicão, Leonel Rocha.

Para o vereador da cultura famalicense um dos objetivos do certame é «passar a mensagem da imaginação e criatividade».

«O envolvimento de parceiros coletivos e individuais do Binnar permite alargar o espectro da artes. Pois queremos envolver, escolas, espaços e mostrar conceitos poucos comuns. Quer no âmbito da música ou das artes multimédia, em contextos como, por exemplo, numa fábrica têxtil onde a inspiração do barulho das máquinas pode também ser inspiração para arte», frisou Leonel Rocha, que até apelidou o festival como «fora da caixa» dando o exemplo do que vai acontecer no Museu da Indústria Têxtil (MIT) no dia 24 de novembro, um dos momentos altos do festival com uma instalação e concerto nascida o pulsar do barulho industrial.

O QUE HÁ PARA BINNAR
Logo abrir, de 12 a 30, temos uma mostra de fotografia analógica, na Galeria Soledade Mayor com 20 “analógicos” fotógrafos intitulada “Bluzhdat”.

Já no dia 15, na Casa das Artes, as “curtas” e cinema de sétima arte ganham destaque com Apichatpong Weerasethakul e o Grupo Creatura. No dia a seguir, a 16 e no Parque da Devesa, é vez do público penetrar numa mostra multimédia trazida por Frederico Dinis e que ganha o nome de “Whisperings”.

O Binnar invade também o Mosteiro de Arnoso Santa Eulália. A 17 há uma mostra de video arte europeus, africanos a asiáticos e das américas para no dia 18 ser a vez do concerto dos “10.000 Russos” tomar conta do palco do mosteiro.

A 21 será a vez do teatro estar em cena com “(Des)linhar” de A.C.E. e Jorge Paxeco no espaço da feira no centro de Famalicão.

A música é sempre um dos aspectos centrais do Binnar e a 23 o mix peninsular vai a palco na Fundação Castro Alves com os “Hyggelig”. Já no dia a seguir o MIT será invadido por “Memórias, Movimentos Interiores e Texturas”, de Eduardo Patriarca, assim como a “Colectiva Trama – Zona de Fiação” de vários artistas. Neste dia, a 24, há ainda o concerto de vários artistas emergentes intitulado “Setda:Tone”.

O certame encerra a 30 com concerto do britânico Alex Hedley na Casa ao Lado e “Gãrgoola” na Plataforma 4740.





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