Fotografia: Nuno Cerqueira

Quatro menores estrangeiros que mendigaram em Braga e Valença lucraram 170 mil euros

As crianças eram obrigadas a pedir pelos pais.

Nuno Cerqueira
30 Out 2018

Os quatro menores estrangeiros que andaram durante seis anos a furtar e a mendigar em Portugal, por imposição dos próprios pais, lucraram mais de 170 mil euros, acusa o Ministério Público (MP) do Porto. Braga e Valença eram locais, entre outros no norte, escolhidas para o esquema que durou entre janeiro de 2011 e abril 2017.

Os peditórios eram feitos em nome de uma associação social que não existia: «associação regional para os incapacitados surdos e mudos e para as crianças pobres».

O MP afirma que um casal optou por privar os próprios filhos de escolaridade, «fazendo-os viver em condições de pouca higiene, nenhuma privacidade e total desarrumação, usando-os desde tenras idades em atividades delituosas».

O casal utilizava os filhos porque sabia que caso fossem detetados não seriam sujeitos a processos criminais. Este casal chegou mesmo a “recrutar” um quinto menor, sem laços familiares, para pedir nas ruas.

Os três acusados no processo, em prisão preventiva, estão já a ser julgados no Porto, no Tribunal Criminal de São João Novo, pela alegada prática dos crimes «de associação criminosa, tráfico de pessoas, maus tratos e utilização de menores na mendicidade».

O MP registou crimes imputados a este grupo em 20 localidades e no caso dos furtos, as instruções que as crianças recebiam eram relacionadas com material eletrónico, como telemóveis e computadores.





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