Fotografia: Nuno Cerqueira
Baleado por vizinho em São Lázaro diz que viveu “momentos de terror”

Caso remonta a 26 de outubro na rua Sá de Miranda.

Redação
29 Out 2018

Um homem baleado em outubro de 2017 em Braga por um vizinho disse hoje, em tribunal, que viveu «momentos de terror», já que o agressor só terá parado de disparar quando ouviu as sirenes da polícia.

«Cheguei a temer a morte, mas a polícia salvou-nos [a ele e ao irmão], porque ele quando ouviu as sirenes da polícia deixou de disparar», contou.

Disse ainda que lhes valeu o facto de se terem conseguido refugiar numa garagem e de lá dentro haver um automóvel que serviu como uma espécie de escudo.

O caso remonta a 26 de outubro, na rua Sá de Miranda, na cidade de Braga, quando um homem de 49 anos disparou sobre dois vizinhos, atingindo um deles no abdómen e numa perna.

Hoje, no início do julgamento, o arguido assumiu a autoria de nove disparos de caçadeira mas negou a intenção de matar, sublinhando que escolheu “os cartuchos mais fraquinhos” de entre os cerca de 350 que tinha em casa e que apontou para o chão portão e não para os vizinhos.

Disse que não falava há uns seis anos com os vizinhos, irmãos, que estes “faziam pouco” dele e que uns dias antes dos disparos tinham tido novos desentendimentos, por causa do retrovisor de um carro.

Acrescentou que, no dia dos factos, os dois vizinhos e outros dois homens o esperaram à porta de casa, tendo então sido agredido a murro e pontapé, pelo que foi a casa, pegou na caçadeira e efetuou nove disparos, mas apenas para lhes dar uma lição.

O homem baleado contou uma versão diferente, dizendo que foi o arguido quem teve uma atitude agressiva para com um dos indivíduos que o acompanhava, no caso um agente da GNR à paisana.

Disse ainda que o agressor tem problemas de saúde do foro psicológico e que nos últimos tempos aparentava andar “descompensado”, assumindo uma postura de “crescente agressividade”.

Os disparos provocaram danos no portão e numa viatura que estava estacionada dentro da garagem.

O arguido, que está em prisão preventiva, responde por dois crimes de homicídio, na forma tentada, e um crime de dano.




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