Espaço do Diário do Minho

Morte viral entre jovens – O suicídio
18 Out 2018
Michele Bonheur

Um pouco por todo o mundo dito civilizado ou desenvolvido, tem-se assistido ao crescimento do suicídio nas camadas mais jovens.

É um tema e uma realidade que deveria preocupar seriamente todos os adultos, na medida em que algo está a falhar em redor da adolescência, para assim deste modo reagirem ao mundo que lhes foi deixado.

A cultura de morte foi sendo paulatinamente implementada na sociedade, do aborto à eutanásia, todos procuram descartar-se uns dos outros, todos procuram o conforto pessoal, a diversão, a independência, a liberdade de só pensar em si, agir para si e ser senhor de todo o seu mundo.

As emoções foram sendo anestesiadas com jogos mediáticos, os afectos são substituídos pelo virtual, as redes sociais e todos os modernos meios de comunicação, deixam um vazio existencial em qualquer ser humano, muito mais acentuado se for na tenra idade.

Para além do escasso tempo que os pais dedicam aos seus filhos, à família, ao lar, há ainda a tensão acumulada com o excesso de trabalho, de divertimento, de prazer a que hoje todos se acham com direito.

Os jovens sentem muito a falta de atenção dos pais, a sua ausência, o desequilíbrio entre a família, os cortes ou rupturas, o mau estar que se gera em alguns casos familiares, os desencontros, as falsidades, as mentiras ou meias verdades e a insegurança que tudo isso provoca num ser humano que está em pleno crescimento físico, psíquico, moral, social e afectivo.

Muitos programas televisivos, cinematográficos e outros, causam uma verdadeira cisão no seu interior o que, na maior parte das vezes, os leva a recorrer à pertença de grupo, ao álcool ou a outras substâncias, como forma de afirmação ou de fuga à realidade que o rodeia e da qual não gosta nem se sente ou quer integrar.

Também as notícias e as informações que nos chegam a todo o momento via mass media,causam um turbilhão de ansiedade e desespero, desviando do investimento num futuro promissor, em que vale a pena apostar.

Os nossos filhos e netos, plantas sensíveis, merecem todo o ambiente necessário para se desenvolverem em harmonia, tranquilidade e afecto natural. Sem proteções excessivas, mas com muita sabedoria, atenção e devoção, porque são eles as esperança num futuro melhor.



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