Fotografia: DR
Expropriação das Sete Fontes pode acabar em tribunal por desencontro de verbas

Proprietários querem 80 euros por metro quadrado e Câmara de Braga só dá 10.

Nuno Cerqueira
11 Out 2018

O diálogo entre proprietários e a Câmara Municipal parece ter-se esgotado, ganhando agora força uma solução judicial para a aquisição dos terrenos das Sete Fontes, Monumento Nacional. O presidente da Câmara de Braga diz que o «interesse público» está acima de tudo.

Ao que foi possível apurar, a Câmara terá estabelecido um teto negocial de 1,2 milhões de euros para gastar na aquisição de 12,4 hectares de terrenos das Sete Fontes, depois de ter consultado vários peritos imobiliários que confirmam os 10 euros por metro quadrado como «o preço justo».

No entanto, o valor não agrada à maioria dos oito proprietários que avançaram com uma contestação no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga. Os proprietários disseram «não» aos 10 euros por metro quadrado propostos pela Câmara liderada por Ricardo Rio e pedem 80.

O Grupo VILAMINHO, um dos proprietários de parcelas nas Sete Fontes confirmou ao Diário do Minho que «não havendo margem para diálogo e negociação por parte da Câmara de Braga», o grupo tomou «as iniciativas jurídicas julgadas necessárias para a defesa cabal dos seus direitos, aguardando, serenamente, as decisões dos tribunais».

O edil Ricardo Rio começou por esclarecer que o Município tem o objetivo claro de «construir o ecoparque para valorizar o espaço e todo complexo monumental das Sete Fontes».

«Para esse efeito a Câmara tem desenvolvido um conjunto de projetos de desenvolvimento urbanístico e paisagístico para o local. Mas, é preciso perceber que nenhuma parcela, mas mesmo nenhuma, está em posse da Câmara. Logo, é preciso proceder à aquisição total dos terrenos», frisa, acrescentando que esse processo será feito dentro das «balizas legais».

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]




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