Fotografia: DR

Cantora Maria do Sameiro define novo álbum como reflexo de 30 anos de carreira

Maria do Sameiro vive em Famalicão.

Redação
25 Set 2018

A cantora e compositora Maria do Sameiro disse que o seu novo álbum, “De Alma e Coração”, reflete a sua carreira de cerca de 30 anos, tendo gravado fado, marchas populares e temas de cancioneiro popular minhoto.

“Gosto especialmente de cantar temas da minha autoria e, neste trabalho, a maioria dos temas – letra e música – é de minha autoria, designadamente a ‘Chulinha das Baixinhas'”, com base numa melodia tradicional, “ou ‘Maria Minhota (Rainha do Minho)”.

“Sinto de modo natural, faz parte de mim, que devo manter vivo o rico património musical minhoto, renovando a temática poética, atualizando, mas mantendo as melodias tradicionais”, disse a cantora.

De fado, Maria Sameiro gravou “Premonição Fadista” e “Vendedeira de Tremoços”, “Piquenique Fadista”, com letra sua na melodia tradicional do Fado Mouraria, e “Por Teus Dedos Guitarrista”, de Mário Rainho, que gravou no Fado Rosita, de Joaquim Campos.

Entre as marchas, neste CD, destaca-se “Sou do Porto, sou do Norte, sou Tripeira”, da autoria da cantora.

O álbum foi produzido pelo músico Lino Lobão e conta com as participações de Gonçalo Salgueiro, com quem gravou “Homenagem a Santa Maria” (M.do Sameiro/Martinho d’Assunção) e de Rui Vaz, com quem partilha a interpretação de “Cantares do Minho”, do cancioneiro popular.

A intérprete é acompanhada por João ferreira Martins e Samuel Cabral, na guitarra portuguesa, Carlos Santos e Paulo Faria de Carvalho, na viola, Lino Lobão e Alex, na viola baixo, e Pedro Almeida, nas percussões.

Este CD, o nono da carreia de Maria do Sameiro, põe fim a um interregno de sete anos sem gravar, disse a intérprete, que apontou as redes sociais e plataformas digitais como “grandes divulgadores dos artistas e dos seus trabalhos além-fronteiras”.

Natural de Matosinhos, nos arredores do Porto, com origens minhotas, Maria do Sameiro ainda jovem fixou residência no Minho, cujo cancioneiro “desde os sete anos” a atraiu.

“Foi aos sete anos, numa festa de escola. Enfrentei um público, cantei, gostei e nunca mais parei”, rematou.

 





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