Espaço do Diário do Minho

Suicídio, um flagelo das sociedades contemporâneas
11 Set 2018
GABINETE DE APOIO À VÍTIMA DE BRAGA

Assinalou-se nesta segunda-feira, 10 de setembro, o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio – um fenómeno que leva, todos os anos, a 800 mil mortes

Uma pessoa morre por suicídio a cada 40 segundos no mundo, o que significa cerca de 800 mil mortes por ano. Mas este é um fenómeno que abrange muitas mais pessoas: de acordo com a OMS, por cada suicídio ocorrido registam-se cerca de 20 tentativas. Estes números justificaram a criação do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio (ou World Suicide Prevention Day), assinalado anualmente a 10 de setembro e instituído em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP), em conjunto com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Federação Mundial para a Saúde Mental (WFMH).

De acordo com a OMS, o suicídio pode ocorrer durante todas as fases da vida, sendo, globalmente, a segunda causa de morte entre os 15 e os 29 anos de idade. No mesmo ano, o suicídio vel mundial, ortes, a num s capacidades socioecon00 mil mortes por ano. Contabilizou 1,4 % de todas as mortes, a nível mundial, tornando-se a 18.ª maior causa de morte. As médias nacionais relativas ao fenómeno parecem também ser influenciadas pelas características socioeconómicas dos países: em 2016, 79% dos suicídios no mundo aconteceram em países com baixos ou médios rendimentos. Em Portugal, as estatísticas acompanham de perto a tendência europeia, com uma taxa de 14 suicídios por cada 100 mil habitantes/ano (contra uma média europeia de 15.4). 

O suicídio passou, nos anos 90, a ser abordado como um problema de saúde pública. A OMS alerta para a necessidade de implementação de medidas de prevenção a vários níveis – medidas que podem, efetivamente, diminuir o número de tentativas e de suicídios.

Que apoio está disponível?

De acordo com Bruno Brito, psicólogo da APAV, “cada pessoa que se suicida, normalmente, faz um pedido de ajuda antes.” Desta maneira, “estar atento, estar disponível para ouvir e, acima de tudo, estar disponível para ajudar é uma das melhores formas de conseguir prevenir este flagelo. Não é difícil estarmos atentos: é uma questão de perceber quais são os sinais e de fazermos com que estas pessoas, para além de se sentirem apoiadas, possam chegar à ajuda profissional o mais depressa possível. Esta é a melhor forma de prevenirmos este flagelo que é o suicídio.”

Por forma a reduzir o impacto da vitimação, a APAV disponibiliza ajuda presencialmente, de forma gratuita, confidencial, qualificada e humanizada, e apoio emocional e psicológico, bem como encaminhamento social. A APAV também disponibiliza a Linha de Apoio à Vítima – 116 006 –, uma linha de apoio gratuita.

GABINETE DE APOIO À VÍTIMA DE BRAGA

Rua de S. Vítor, 11 (Edifício Junta de Freguesia de São Victor)

4710-439 Braga

Tel. 253 610 091

apav.braga@apav.pt 

Dias úteis: 10h00-13h00 / 14h00–18h00 

LINHA DE APOIO À VÍTIMA
16 006 | Chamada gratuita | Dias úteis: 09h-21h 

No âmbito das celebrações dos 25 anos, o GAV Braga publica um artigo de opinião por mês no Diário do Minho sobre as diversas áreas de atuação da APAV



Mais de GABINETE DE APOIO À VÍTIMA DE BRAGA

GABINETE DE APOIO À VÍTIMA DE BRAGA - 7 Nov 2018

Nos últimos tempos temos assistido ao crescendo de uma onda de intolerância, visões racistas e violência impulsionada por um discurso de ódio relativo a alguns grupos específicos, que tem resultado num aumento exponencial dos crimes de ódio contra as minorias, em diversos países. São entendidos como crimes de ódio todos os crimes contra as pessoas […]

GABINETE DE APOIO À VÍTIMA DE BRAGA - 10 Out 2018

Assinalou-se a 1 de outubro o Dia Internacional da Pessoa Idosa. Entre 2013 e 2017, a APAV registou mais de 10.000 crimes contra pessoas idosas. A violência contra as pessoas idosas é uma questão social, de segurança e de saúde pública. De acordo com a OMS, um em cada seis idosos sofre de algum tipo […]

Gabinete de Apoio à Vítima de Braga - 14 Ago 2018

A violência sexual contra crianças e jovens é um flagelo que tem prevalecido na sociedade e que acarreta implicações profundas na saúde física e psicológica das vítimas, nas suas famílias e amigos/as. Estas são implicações com potencial para afetar todo o seu processo de vida. Ainda que a literatura não seja consensual sobre a definição […]


Scroll Up