Espaço do Diário do Minho

Neocolonização ideológica em África
10 Set 2018
Michele bonheur

A ONU e outras organizações internacionais estão empenhadas em impor o aborto, a anticoncepção obrigatória, o controlo demográfico e a ideologia do género em África, de acordo com Obianuju Ekechoa, microbióloga nigeriana, católica, residente na Inglaterra presidente da “Culture of Life Africa”, uma das vozes mais fortes contra o neocolonialismo ideológico da ONU que promove uma cultura de morte em África. 

No seu recente livro “Target Africa: Ideological Neo-colonialism in the Twenty-First Century,  denuncia-se este procedimento impositivo dos governos ocidentais e de algumas organizações humanitárias, que encontraram nesta estratégia um enorme e suculento negócio, o qual subjaz a estes esquemas políticos, enriquecendo muitas empresas com a venda dos seus produtos. Assumindo-se como salvadores e libertadores dum povo explorado, oferecem soluções perversas para imporem as suas ideologias destrutivas da cultura africana, dos seus valores, da sua fé e do sentido de família que habita nestes povos desde sempre.

Esta guerra contra a mulher africana vem na sequência das previsões apocalípticas de Paul Ehrlich, no seu livro, “The Population Bomb”, publicado em 1968, no qual pressagia uma ameaça de excesso de população pelo que implicaria medidas drásticas de morte aos inocentes, de esterilização de mulheres e de imposição de outras medidas contrárias ao nascimento, como suposta medida de controlo demográfico.

Defende ainda que os africanos precisam urgentemente de bons sistemas sanitários, de programas de nutrição para as crianças, de maiores e melhores oportunidades educativas, de uma verdadeira cultura pró-vida e não de manipulações oriundas de grupos a favor do aborto, implementando uma contra-cultura através de organizações não estatais que gozam de grande influência no plano internacional. Organizações como a Federação Internacional do Planeamento Familiar, na área do planeamento familiar, da contraceção, do aborto; corporações ligadas à indústria farmacêutica, que tem procurado “abrir o mercado de contracetivos em África e em outros países em desenvolvimento”.

A família e Deus são a grande esperança do povo africano e os problemas deste continente não se resolvem com menos gente, nem com ajudas envenenadas de estados que se consideram superiores, protectores, mas que no fundo manobram e manipulam numa desenfreada colonização de ideias, de esquemas e de pseudo ajudas com intenção de fragmentar os seus ancestrais valores, família, moralidade, a cultura e fé.

Porém, os africanos não se envergonham de ser católicos nem de ser um povo “desavergonhadamente religioso”, crente em Deus no qual depositam toda a sua esperança de vida, sabendo que dos homens só podem esperar enganos e exploração.

Pode parecer excessivo, mas aconselho o leitor a inteirar-se dos estragos e dos abusos que se têm praticado, desde as tristemente célebres Conferências do Cairo e de Pequim, que muito sorrateiramente decidiram implementar uma trágica força ideológica de manipulação moral em nome duma fictícia liberdade sexual da mulher. (Ver livro de Marguerite Peeters sobre estas questões, intitulado “A Globalização da Revolução Cultural Ocidental”.



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