Fotografia: DR
Estudantes só se afastam muito de casa se não puderem evitar

Lisboa e Porto são as regiões que revelam maior atratividade.

Redação/Lusa
18 Jul 2018

Um estudante de Lisboa dificilmente deixa de o ser, mostram dados do Governo sobre mobilidade geográfica dos alunos que ingressam no ensino superior, que revelam que nas três maiores cidades universitárias os jovens tendem a não se deslocar.

Se a origem do aluno é Lisboa ou a sua área metropolitana, em 94% dos casos entre aqueles que seguem estudos superiores a opção é tirar um curso na zona onde residem. A quase totalidade dos estudantes de Lisboa não se desloca quando entra no ensino superior.

Os dados revelados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) dizem respeito ao ano letivo de 2015-2016, e mostram comportamentos semelhantes, com percentagens na ordem dos 80%, para os alunos da área metropolitana do Porto e da região de Coimbra, os distritos onde se localiza o maior número de vagas, associado a uma grande diversidade da oferta, dado ser nestas cidades que se concentram as maiores universidades e politécnicos do país.

Os fluxos regionais dos estudantes do ensino superior revelam que estes não se afastam muito da sua zona de residência, mesmo quando têm origem em zonas do país com oferta reduzida, procurando ficar o mais próximo possível de casa.

Não o conseguindo, Lisboa e Porto são as regiões que revelam maior atratividade, sendo que normalmente Lisboa acolhe mais estudantes deslocados com origem no sul do país, na zona oeste e na região da lezíria do Tejo, e o Porto acolhe maioritariamente deslocados no norte do país.




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