Fotografia: DR

Brasileiros clonavam cartões no norte do país em ATMs da rede Euronet

Desarticulação de associação criminosa com indivíduos de nacionalidade brasileira.

Redação / NC
13 Jul 2018

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a deteção seis homens suspeitos da prática de associação criminosa, na contrafação de cartões de crédito e débito no norte.

A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, apanhou em flagrante delito seis homens, ao que tudo indica brasileiros,  pela presumível autoria dos crimes de «associação criminosa, contrafação de títulos equiparados a moeda, burla informática e falsidade informática em várias cidades da área metropolitana do Porto».

Os suspeitos, pelo menos desde o passado mês de maio, vinham a fabricar e a instalar aparelhos próprios para a manipulação das caixas ATM, ao que tudo indica da rede Euronet, com o objetivo de «efetuar a leitura da banda magnética dos cartões de crédito/débito ali utilizados, bem como efetuavam, através de registo vídeo, a gravação dos códigos dos referidos cartões».

«Os dispositivos utilizados eram de grande qualidade não sendo percetíveis para quem utilizava as caixas automáticas», confirma a PJ em comunicado.

Segundo informação desta autoridade judiciária, os dados magnéticos eram clonados em cartões “brancos” que eram posteriormente «utilizados pelos suspeitos em proveito próprio, adquirindo bens e serviços, não estando ainda quantificado o valor da burla, mas pode estimar-se que atingiu várias dezenas de milhares de euros, lesando quer os titulares dos cartões, quer as entidades bancárias».

As diligências efetuadas pela Polícia Judiciária resultaram na apreensão de diverso material passível de ser utilizado na fabricação de todas as peças necessárias para tais dispositivos.

Foram também apreendidos mais de uma centena de cartões “brancos”, uns ainda sem a respetiva clonagem e outros já devidamente clonados, bem como diverso material informático necessário para a realização da leitura e clonagem e dezenas de milhares de euros.

Os detidos, com idades compreendidas entre os 25 e os 43 anos, vão ser presentes à competente autoridade judiciária para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

 





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