Espaço do Diário do Minho

Aleitamento materno
12 Jul 2018
Armanda Sofia Peixoto de Oliveira

De 1 a 8 de agosto de 2018 comemora-se a semana mundial do aleitamento materno. Mas afinal quais são as suas vantagens?

O leite materno é um alimento completo, devendo ser oferecido de modo exclusivo até aos 6 meses de idade. As suas vantagens são diversas tanto para o bebé como para a mãe. No caso do bebé, possui um papel importante na prevenção de infeções (respiratórias, gastrointestinais e urinárias), de alergias, de diabetes e de doenças neoplásicas como os linfomas.  Permite também uma melhor adaptação para a introdução de outros alimentos. Por outro lado, favorece a involução uterina da mãe e está associada a um menor número de casos de cancro de mama, entre outros. Acresce ainda que, ao amamentar a mulher cria uma ligação emocional com o seu bebé e do ponto de vista familiar permite uma melhor gestão de custos.

Nem sempre amamentar é uma tarefa fácil, podendo mesmo levar ao desenvolvimento de sentimentos de revolta e frustração da mãe por não conseguir satisfazer a mais básica necessidade do seu bebé. É importante ter calma pois o estabelecimento da lactação requer um período de adaptação. O ambiente deve ser calmo e caloroso, devendo a mãe dedicar-se de modo exclusivo ao bebé durante a amamentação. A mãe deve ainda adotar uma posição confortável que facilite uma correta pega pelo bebé. Todas estas medidas facilitam a secreção hormonal de prolactina e ocitocina, sendo estas responsáveis pela produção de leite e contração das células musculares da mama, respetivamente. 

Muitas da mães consideram que o seu leite não é suficiente pelo fato do bebé chorar ou demorar mais do que o habitual a mamar. É importante amamentar em horário livre, esvaziar uma mama de cada vez e não permitir que o bebé adormeça durante a amamentação. No decorrer da amamentação podem ainda surgir pequenas dificuldades tais como: ingurgitamento mamário, obstrução dos ductos, fissuras e mastites. Nestes casos e sempre que surja alguma dúvida, deve aconselhar-se com o seu médico ou enfermeiro.



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