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A riqueza produzida em Braga disparou para «valores impensáveis» e fez da capital minhota um «verdadeiro motor» da economia nacional. Os números vão ser divulgados pelo presidente da InvestBraga, na Semana da Economia que arrancou ontem no Forum Braga.

Joaquim Fernandes
23 Mai 2018

Diário do Minho – Vai apresentar na Semana da Economia a renovação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico. Quais são as grandes novidades?

Carlos Oliveira – O que fizemos foi uma atualização do Plano, ao fim de três anos e meio de execução alinhada com as nossas expetativas. E a atualização surge porque entendemos que é chegada a altura de responder a alterações conjunturais e a mudanças estruturais. Com a atualização do Plano, vamos apresentar os resultados alcançados até aqui e revelar qual é o peso de Braga no Produto Interno Bruto do país.

DM – Qual é esse valor?

CO – É um valor muito interessante, mas que só o divulgaremos no Fórum Económico, que se realiza no âmbito da Semana da Economia.

DM – É um número que confirma Braga como a terceira cidade do país na criação de riqueza?

CO – Sem dúvida nenhuma. Ao nível dos investimentos, do desenvolvimento económico, não há qualquer espécie de dúvida. À nossa frente está Lisboa e o Porto. E o Porto está atrás de Braga em alguns indicadores, nomeadamente nas exportações. Vai ser muito interessante, quando, quarta-feira, revelarmos o número, percebermos que Braga está numa posição extraordinária ao nível das exportações e acredito que os valores que vamos revelar no Fórum Económico vão surpreender muita gente.

DM – Os números recentes do INE apontavam Braga como o terceiro exportador da região Norte, com um crescimento anual superior a 30 por cento. Há espaço para se manter esse ritmo de crescimento?

CO – Vamos ver se é o terceiro ou se não é já o segundo. O crescimento das exportações tem ocorrido, de facto, a um ritmo muito acelerado. Seria excelente se fosse sustentado, mas não o será durante muito tempo. Mas as nossas expetativas é que o crescimento das exportações em 2018 manterá um  ritmo muito assinalável.

Mas, provavelmente, Braga estará numa posição muito mais confortável do que o terceiro maior exportador do Norte. É que temos um grande exportador em Braga, que não entra nas estatísticas do concelho, porque tem sede em Lisboa. Mas está a produzir em Braga e é em Braga que essa riqueza está a ser produzida e, em boa parte, a ser distribuída. Os números que vamos revelar são muito positivos e vão confirmar o que o primeiro-ministro já afirmou: Braga é, de facto, um dos motores da economia nacional. Atingimos valores de criação de riqueza e de redução do desemprego que eram impensáveis, antes da elaboração do Plano Estratégico.

DM – Sendo Braga um dos concelhos que mais tem crescido na criação de riqueza, como se justifica que seja o concelho com um ordenado médio inferior ao vencimento médio nacional e esteja muito abaixo dos valores praticados nos concelhos da sua grandeza?

CO – Essa é uma questão que tem a ver com os modelos de desenvolvimento do passado. Há áreas industriais que tiveram o seu valor acrescentado nos salários mais baixos. Mas quando olhamos para investimos como os da Fujitsu, da acenture ou até a Bosch vemos que os vencimentos são bem mais elevados.

Mas há um outro problema: as empresas precisam de ser mais sofisticadas, mais inovadoras e mais competitivas nos mercados internacionais para que depois possam pagar salários mais elevados, que é aquilo que esperamos que elas façam.



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