Fotografia: Nuno Cerqueira

«IP adjudica obra para a rotunda da Loureira mas esqueceu-se de comprar terreno», denunciou autarca

Rotunda da Loureira, em Vila Verde, na EN101 está prevista há alguns anos.

Nuno Cerqueira
1 Mai 2018

«Não sei como isto é possível, pois a Infraestruturas de Portugal adjudica uma obra para a rotunda e esqueceu-se de comprar o terreno», denunciou, já hoje de madrugada na Assembleia Municipal de Vila Verde, o presidente da Junta da Loureira, Pedro Dias.

O autarca, visivelmente desgastado com todo o processo, subiu ao púlpito para dizer que «está farto» e lamentou o facto de a obra, uma rotunda na EN 101 a cargo da Infraestruturas de Portugal (IP), ainda não estar pronta.

«Era para estar pronta em março e nada. Estamos em maio e nada. O pior é que a IP, uma empresa pública, coloca a obra a concurso, adjudica-a e não comprou o terreno. Os proprietários ainda não foram informados, ainda não foi feita a expropriação», revelou.

O autarca denunciou ainda que lhe foi comunicado, pela própria IP, que «por razões políticas» a construção de passeios e pavimentação entre a Loureira e a zona de Pedome, prevista para setembro, poderá não avançar nessa data, «porque pode não haver cabimentação financeira».

«Quantas pessoas vão ter que morrer mais ali? Quantos acidentes são precisos acontecer? Apelo a todas as forças políticas, pois temos que resolver isto», frisou.

O líder da bancada do PS, Martinho Gonçalves, pediu a palavra. Numa espécie de “mea culpa“, subscreveu as palavras de Pedro Dias e disse ser «amigo pessoal do presidente da IP e da chefe de gabinete do ministro» assegurando que está «disponível para ajudar».

«Este processo não está a ser tratado como gostaria de ver», lamentou.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





Notícias relacionadas


Scroll Up