Fotografia: Susana Matos

Laboratório de mar com minissubmarino e aquário criado em Viana do Castelo

O projeto, a instalar num edifício já construído na Praia Norte no âmbito de uma empreitada de requalificação da Polis Litoral Norte, deverá entrar em funcionamento “dentro de seis meses”.

Lusa
27 Abr 2018

Um minissubmarino, um aquário com 14 metros quadrados, três unidades de microscopia avançada e um hidrofone a instalar ao largo de Viana do Castelo são algumas das valências do laboratório de mar que vai ser criado na Praia Norte.

Em declarações hoje à agência Lusa, o vereador do Ambiente e Biodiversidade, Ciência, Inovação e Conhecimento, Ricardo Carvalhido, adiantou que Observatório do Litoral Norte representa um investimento global de 384 mil euros, financiado pelo Programa Operacional Regional NORTE 2020.

“O Observatório será uma área fundamental de apoio ao desenvolvimento de atividades de investigação científica, transferência de conhecimento e interatividade”, sustentou Ricardo Carvalhido.

Aquele laboratório “será equipado com três unidades de microscopia avançada, para a realização de estudos com epifluorescência e contraste de fase, microscopia estereoscópica e invertida e disporá de um minissubmarino para estudo dos ambientes marinhos até cerca de 100 metros de profundidade”.

O minissubmarino estará equipado “com uma câmara de vídeo, sensores multiparamétricos e uma unidade de colheita de amostras”.

O observatório será ainda dotado de “um com aproximadamente 14 metros quadrados, onde estarão representados os ambientes marinhos locais”.

Já a sonorização do observatório “será garantida pelo sinal acústico enviado do ‘offshore’, em tempo real, através de um hidrofone a instalar ao largo da costa”.

“Os dados que vier a recolher serão valorizados sob o ponto de vista científico para estudos de trânsito de espécies marinhas e para a reabilitação de ecossistemas”, especificou.

O novo laboratório vai ainda dispor de “uma exposição interativa, continuamente atualizada pelas equipas de investigação residentes que abordará os temas locais da evolução climática, dos ambientes e da biodiversidade”.

“Também será possível ver, através de imagem, em tempo real dos ambientes do estuário, de montanha e de mar de Viana do Castelo, as áreas classificadas como Sítios de Importância Comunitária da rede Natura 2000 e Monumentos Naturais”, destacou.

Ricardo Carvalhido destacou que o observatório “permitirá uma contínua atenção da comunidade científica sobre as áreas classificadas, condição essencial na garantia da proteção e conservação dos interesses naturais, mas também na produção de conhecimento que poderá sustentar novos produtos e projetos de base inovadora”, destacou o responsável pelas áreas do Ambiente e Biodiversidade, Ciência, Inovação e Conhecimento.

O equipamento disponibilizará também “três programas interativos gratuitos, com duração entre 30 minutos e cinco horas, destinados às escolas e ao público em geral, para contacto direto com os investigadores, permitindo uma abordagem centrada no laboratório e os seus equipamentos até uma abordagem da exploração remota das águas costeiras”.

O novo laboratório integra a Rede Municipal de Ciência, iniciada em janeiro com a inauguração de laboratórios na rede escolar do concelho, num investimento de 150 mil euros.

Promovida pelo Geoparque do Litoral de Viana do Castelo, “a primeira rede escolar de ciência e de apoio à investigação científica do país, instalada nas sedes de sete agrupamentos de Viana do Castelo, envolve cerca de três mil alunos e 30 investigadores”.

Além do novo observatório, a criar na Praia Norte, o projeto de criação de um ‘campus’ de ciência e de conhecimento em Viana do Castelo prevê ainda a criação de outras duas unidades de investigação, uma no rio, a instalar no estuário do Lima e, a outra, na montanha, na serra d’Arga.

A concretização daquele ‘campus’ de ciência e conhecimento prevê a constituição de um “consórcio científico que envolverá partilha de meios físicos e humanos, entre a Câmara de Viana do Castelo, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), o Instituto para a Biossustentabilidade da Universidade do Minho e o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto”.





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