Fotografia: Nuno Cerqueira
“Braga para todos” quer eventos da cidade sem copos de plástico

Este movimento quer ver a “Noite Branca”, São João e Braga Romana sem copos de plásticos. 

Nuno Cerqueira
19 Abr 2018

O movimento “Braga para Todos” quer que as festas e eventos da cidade de Braga não tenham copos de plásticos. A presidente deste movimento, Elda Fernandes, refere mesmo que esta medida tem sido aditada em outros eventos de outros pontos do país, casos da “Queima do Porto”.

Este movimento quer ver a “Noite Branca”, São João e Braga Romana sem copos de plásticos.

«Braga pela manhã, antes da AGERE proceder à remoção do lixo está cheio de copos e outros materiais plásticos como as garrafas, estes materiais são colocados no lixo orgânico. Se avaliarmos as noites de festas que Braga tem por ano pelas pessoas que as mesmas atraem e se cada pessoa consumir em média três bebidas por noite, o número de lixo é gigante, ou seja, deixamos uma pegada que é totalmente possível de eliminar com bom-senso por parte dos cidadãos», frisa Elda Fernandes.

A líder do movimento quer ver o executivo de Ricardo Rio a ter uma atitude ambiental diferente. «Há muitas opções para tornar as diversas festas ecológicas, a decisão é deste executivo, que continua a não aceitar a urgente mudança de paradigma», acusa.

O movimento apresenta algumas soluções para a festas que podiam eliminar o plástico. «Os copos teriam que ser entregues na primeira bebida ou então num espaço, um posto de informação, associado a um determinado valor. Depois a pessoa ao consumir apresentaria o copo no final e era devolvido o dinheiro ou ficava com ele e não recebia o valor que deixou», exemplifica Elda Fernandes, que pede ainda à Braval mais contentores nestes eventos.

«Para resíduos recicláveis, porque falamos em mais de 80% do lixo reutilizável e reciclável que acaba em aterros», diz.

O movimento termina a nota de imprensa dizendo que vai enviar «uma nota para o atual edil» e que «está disponível para colaborar num projeto viável e de fácil execução».

«O importante é começar e educar a sociedade, porque podemos divertir-nos sem destruir o planeta, não precisamos de palhinhas, nem de um copo por cada bebida», vaticina Elda Fernandes.




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