Fotografia: DR

Museu Nogueira da Silva recebe 50ª conversa sobre imagens de Braga

O historiador lançou a iniciativa após um amigo o ter desafiado a datar diversas imagens de Braga.

Redação
4 Abr 2018

A iniciativa “Conversas sobre imagens de Braga” assinala esta quinta-feira a sua 50ª sessão, às 18h00, no Museu Nogueira da Silva, no centro de Braga. O historiador de arte Eduardo Pires de Oliveira e o engenheiro António José Mendes vão ter desta vez a companhia do bibliotecário Henrique Barreto Nunes para falarem sobre o espólio e a história da ASPA – Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Natural e Cultural, que faz 40 anos. A entrada é livre.

As sessões decorrem desde dezembro de 2012, na primeira quinta-feira de cada mês, e atraem dezenas de pessoas, como colecionadores, estudantes e até turistas.

«Queremos contribuir para o conhecimento da evolução da cidade e do valor patrimonial destes suportes visuais, sempre numa perspetiva lúdica, informal, agradável e de promoção da cultura», explica Eduardo Pires de Oliveira, que procura dar também visibilidade ao Museu anfitrião e à sua Fototeca, com alguns milhares de imagens.

O historiador lançou a iniciativa após um amigo o ter desafiado a datar diversas imagens de Braga e, em paralelo, ter conhecido António José Mendes, talvez o maior colecionador daqueles registos.

«A imagem urbana, sobretudo de locais que foram alterados ou desapareceram, é objeto de grande admiração pelas pessoas. Na Internet tem gerado um debate aceso, mas aí há muitas imagens sem rigor em termos históricos, artísticos e técnicos. É também por isso que as nossas conversas geram empatia e há brasileiros que saem absolutamente maravilhados», sustenta.

Às vezes há discussões animadas, uma delas saiu recentemente para o terreno, para confirmar a passagem que ligava o antigo seminário ao paço arquiepiscopal. Igualmente concorridos foram os debates sobre o primeiro mapa da cidade, de Georg Braun (1594), e sobre o multifacetado Largo do Paço, junto à Reitoria da UMinho, que nos últimos 150 anos já teve jardins, árvores, grades, a colunata fechada e o chafariz usado por aguadeiras. As sessões têm sido filmadas pelo Museu Nogueira da Silva, que é uma unidade cultural da UMinho. Antes da pausa do verão, a última sessão é sobre fotos atuais e no exterior – por exemplo, em 2016 o grupo foi ver Braga “do céu”, a partir da Torre de Santiago. E em julho haverá uma feira de postais, aberta a todos os que quiserem ver, vender e comprar.

 

 





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