Fotografia: DR
Santa Casa da Misericórdia vai entrar no capital do Montepio

A Caixa Económica Montepio Geral é detida na totalidade pela Associação Mutualista Montepio Geral.

Lusa
23 Mar 2018

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) vai entrar no capital da Caixa Económica do Montepio Geral, confirmou o provedor da instituição, Edmundo Martinho, em entrevista hoje à TSF e ao Diário de Notícias.

O provedor da SCML adiantou que o negócio será fechado nas próximas semanas e “entrará numa dimensão que está em linha com o que a própria associação mutualista decidiu na semana passada de autorizar a direção da mutualista a alienar até 2% do seu capital”.

De acordo com a TSF, a Santa Casa não vai entrar sozinha naqueles 2%, avançando com outras misericórdias e Instituições Particulares de Segurança Social (IPSS) para alcançar o investimento necessário, sendo que o valor a entregar pela SCML pode chegar no máximo aos 30 milhões de euros, ou seja 4% do ativo da instituição.

“A participação simbólica vai permitir à Santa Casa ter representantes não executivos nos órgãos sociais da Caixa Económica Montepio Geral e também escolher, em conjunto com a Associação Mutualista, o presidente da Mesa da Assembleia Geral”, disse.

Em declarações à TSF e ao DN, Edmundo Martinho lamentou que “ao longo do processo se tenham falado em valores irreais e que se tenham especulado diversos aspetos do negócio” e garantiu que a entrada no banco “é um investimento” que, “além de ser afetivo, é também financeiro porque permite que a Santa Casa consolide a sua posição e possa retirar daí benefícios que se traduzam eles próprios em capacidade acrescida de intervir”.

O provedor da SCML sublinhou que este “negócio não é um subsídio, não é um apoio, é um investimento”. “É nesse ponto de vista que o entendemos e é nessa lógica que vamos avançar”, disse.

Edmundo Martinho destacou também que esta “intervenção de natureza financeira ficará por uma percentagem muito baixa dos ativos” da Santa Casa.

O provedor adiantou também que “não haverá investimento acima dos 3% a 4% dos ativos”, assegurando que “não põe em causa nenhum dos investimentos avultadíssimos que estão previstos para a cidade de Lisboa”.

Desde o ano passado que tem sido falada a hipótese de a SCML, entidade tutelada pelo Governo, entrar no capital do banco Montepio Geral.

 




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