Espaço do Diário do Minho

Mérito à empresa TUB!
12 Mar 2018
Albino Gonçalves

Os Transportes Urbanos de Braga estão de parabéns pelo seu esforço em proporcionar, aos bracarenses e visitantes, uma qualidade de assistência e conforto em toda a linha de intervenção do seu serviço público, com resultados francamente satisfatórios.

No ano transato, esta empresa municipal acolheu aproximadamente 12 milhões de passageiros e teve uma capacidade de tesouraria na ordem dos 6,5 milhões de euros.

Emprega cerca de 340 colaboradores e opera em toda a sua área de intervenção com 142 viaturas, que percorrem diariamente 300 km, contabilizando-se cerca de 6 milhões de km percorridos em quase 570 mil viagens realizadas no perímetro urbano e periférico da cidade de Braga.

Apesar destes resultados positivos e do reconhecimento dos seus utentes ao manifestarem gratidão pelo esforço dos TUB nestes últimos anos, obviamente há ainda muito trabalho na melhoria da prestação dos seus serviços, realçando a necessidade de substituir alguns autocarros em “fim de vida” ou que contribuem para aumentar os níveis de poluição ambiental.

Os utentes dos Transportes Urbanos de Braga são os grandes beneficiários do congelamento do tarifário, do alargamento do número de viaturas, despenalizando o tempo de espera, beneficiando, ainda, de uma nova linhagem cultural de recursos mais humanizados.

O presidente da Câmara Municipal de Braga brindou à expetativa dos TUB receberem seis viaturas elétricas e ao seu empenho em colmatar um antigo desejo de instalar, no Bairro dos Falcões, o Centro de Operações e Mobilidade.

Uma das grandes dificuldades para o cumprimento dos horários é o congestionamento automóvel em determinadas zonas urbanas, a maioria das vezes devido ao estacionamento abusivo ou à exiguidade da via.

Há zonas que deviam ter uma fiscalização mais eficaz das forças policiais, nomeadamente nas rotundas de Monte d’Arcos e de Infias, na Rua dos Chãos, na D. Pedro V, na Estação, na Avenida Central, etc., artérias consumadas à confusão e manobras perigosas, onde a nulidade ou a ausência do automobilista infrator revelam falta de civilidade e o incumprimento das regras explanadas no Código de Estrada.

Urge que o pelouro de trânsito da autarquia bracarense faça um profundo estudo estratégico com vista à diminuição da acessibilidade desenfreada e desorganizada do parque automóvel às zonas centrais da cidade ou que imponha critérios mais disciplinados para melhorar a circulação dos autocarros dos TUB, antevendo-se menos poluição resultante da circulação excessiva de veículos pelo “coração” da cidade dos Arcebispos.

Por outro lado, também os Transportes Urbanos de Braga, de acordo com a sua capacidade económica, devem substituir alguns autocarros (articulados) que geram elevados índices de monóxido de carbono, altamente prejudiciais para a saúde pública dos cidadãos.



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