Fotografia: DM
UMinho adapta brinquedos para crianças com paralisia cerebral

Um gesto de solidariedade e gratidão que se repete há 11 anos, embora haja cada vez menos doações.

Redação
7 Dez 2017

A Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, transformou-se, ontem, numa oficina do Pai Natal em que os duendes são alunos de Engenharia Eletrónica e Computadores da Universidade do Minho que, com a magia aprendida no curso, e um «simples adaptador», estão a tornar brinquedos eletrónicos normais em brinquedos funcionais para crianças com necessidades especiais «mas sem custarem 200 euros».

Há guitarras cor-de-rosa, cãezinhos de peluche, um urso contador de histórias, carrinhos, uma retroescavadora, e uma boneca que diz “I love you'”quando lhe carregam na barriga. Um gesto básico para uns, mas impossível para algumas crianças.

«As crianças [com paralisia cerebral] não têm a sensibilidade para carregar nestes botões, muitas não conseguem mexer as mãos. Nós, por menos de um euro, conseguimos acionar um interruptor que pode ser acionado com o pé, com o pescoço, ou com o braço e que faz o brinquedo funcionar», explicou o Pai Natal improvisado, coordenador da iniciativa e professor da academia minhota, Fernando Ribeiro.

«A adaptação fica barata, os brinquedos adaptados custam 200 euros porque têm que ser certificados, tem que ser isto, tem que ser aquilo», apontou.

Os primeiros brinquedos foram adaptados em 2006. «Nos primeiros anos tínhamos empresas que nos ofereciam os brinquedos, agora fazemos uma campanha de recolha de brinquedos usados. Costumávamos adaptar entre 60 a 70 brinquedos, mas agora são menos porque tem havido poucas doações», explicou, lamentando a falta de matéria-prima, Fernando Ribeiro.




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