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Cristãos devem viver cada dia como se fosse o último

O Papa recordou a beatificação de 60 mártires da Guerra Civil espanhola.

Redação/ Ecclesia
13 Nov 2017

O Papa Francisco desafiou os católicos de todo o mundo a estarem «prontos» para o encontro com Deus, vivendo com fé e com amor ao próximo. «Seria bom pensar um pouco: um dia será o último. E se fosse hoje, como estaria preparado?», questionou, numa catequese inspirada na passagem do Evangelho que foi ontem lida nas igrejas de todo o mundo, na qual se sublinha a necessidade de se estar preparado para a vinda do Senhor, a qualquer hora.

«Não devo fazer isto, aquilo… preparar-se como se fosse o último dia, isto faz-nos bem», acrescentou.

Francisco sublinhou que a condição para «estar prontos» para este encontro «não é apenas a fé, mas uma vida cristã rica de amor pelo próximo».

«Se nos deixarmos guiar pelo que parece mais cómodo, pela busca dos nossos interesses, a nossa vida torna-se estéril», advertiu.

O Papa desafiou os crentes a praticar «gestos de amor, de partilha, do serviço ao próximo em dificuldade».

«O Senhor poderá chegar a qualquer momento e mesmo o sono da morte não nos assustará, porque temos a reserva acumulada com as boas obras de todos os dias», sustentou.

Francisco insistiu na necessidade de não «esperar pelo último momento» da vida para colaborar com Deus.

Após a oração do ângelus, o Papa recordou a beatificação de 60 mártires da Guerra Civil espanhola que decorreu no sábado em Madrid.

Os novos beatos eram sacerdotes, religiosos, noviços e leigos, «mortos por ódio à fé durante a perseguição religiosa» na Espanha, entre 1936 e 1937.

«Demos graças a Deus pelo grande dom destas testemunhas exemplares de Cristo e do Evangelho», declarou.

O Papa despediu-se dos fiéis de vários países, incluindo Portugal, com votos de bom domingo e «bom almoço», pedindo, como é seu hábito, orações por si.




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