Espaço do Diário do Minho

Obrigado, José Carlos Lima!
10 Set 2017
Damião Pereira

 

 



Mais de Damião Pereira

Damião Pereira - 16 Jan 2020

Passa hoje um ano sobre o falecimento do Sr. Cónego Fernando Monteiro, mas esta é apenas uma data. E digo apenas, porque para nós, colaboradores da Empresa do Diário do Minho, ele somente deixou de «ser visto» quando contornou «a curva da estrada». Busco na memória o poema de Fernando Pessoa e «se escuto, eu […]

Damião Pereira - 15 Abr 2018

É costume deixar-se os agradecimentos para o fim. Hoje, é com eles que começamos. Muito obrigado a todos quantos tornaram possível que chegássemos aos 99 anos. É muito tempo. Uma vida longa, repartida entre a boa e má notícia, entre o receio e o gesto encorajador… Todos, sem exceção, merecem ser lembrados. Uns pelo que […]

Damião Pereira - 8 Set 2017

Zé, bem sabes que não era esta a altura certa para te despedires de nós. Foram 20 anos de convívio diário que ia muito para além do trabalho. As tuas preocupações com tudo o que nos rodeava eram também as nossas, dos teus colegas de Redação, de todas as outras secções da empresa e deste Diário do Minho que não voltará ser o mesmo sem ti.É certo que o trabalho há de fazer-se com a mesma naturalidade com que tu o enfrentavas, que a agenda da Redação continuará com as “observações” do costume, que as dificuldades do dia a dia hão de sentir-se igualmente e que as tuas reivindicações voltarão a ouvir-se sem que tenham a resposta rápida que entendias ser necessária. Mas as coisas são como são e se é verdade que há dias menos bons, também é verdade que quando se nos fecha uma porta Deus tratará, sempre, de nos abrir uma janela.Neste momento, falta-nos em palavras o que nos sobra já em saudades. E mesmo com a “verborreia” que não apreciavas, não podemos esquecer os momentos de boa disposição que volta e meia nos oferecias, os comentários sublimes que dirigias a cada um de nós ou as críticas acintosas que fazias aos políticos e a algumas “figuras” da nossa urbe.São estes amigos, os que deixas no nosso Jornal – que tanto gostavas – e os que facilmente foste conquistando pela vida fora, no Seminário, na Universidade e na “concorrência”, que hoje sentem a mágoa de ter perdido alguém que lhes era muito querido. E nem imaginas a quantidade de amigos que tinhas…Zé, neste até logo, não podia deixar de lembrar-te todos os momentos em que, já depois do fecho do nosso DM, conversávamos, entre muitas coisas bastante pessoais, das dúvidas que tinhas em relação à profissão de jornalista. Disseste-me, várias vezes, que isso não era vida, que nos roubava muito tempo e saúde. Chegaste, até, a experimentar outras andanças. Mas ainda bem que não mudaste de ideias.Recordo-te, também, as conversas que tivemos sobre a fé inabalável que tinhas em Nossa Senhora e no conforto que sentias quando lhe rezavas. Acredito, por isso, que Ela te recebeu no seu regaço, com todo o carinho que um ser humano como tu merece.E do mesmo modo que te despedias dos teus amigos, também nós, hoje, nos despedimos de ti, sem pedir desculpa pelo uso indevido dos direitos de autor: «Até logo, companheiro!».


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