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Ricardo (Bruno Antunes Machado) Rio

Quando, em 17/6/1972, fui baptizado no Sameiro, nem com 2 meses, mal sabia que teria que esperar 40 anos para ver chegar a Presidente da Câmara Municipal de Braga aquele que me parece já ser um excelente líder numa cidade milenar. É duma geração de ouro? Sim. Especifiquemos. Foi em Braga que fiz os meus primeiros estudos: “Calouste Gulbenkian” e nas então escolas “Ciclo Preparatório André Soares” e “Secundárias D.ª Maria II” e “Carlos Amarante”. Já depois finalizei o curso de Direito na Universidade de Coimbra com outros bracarenses.

17 Jan 2014

Cedo os então jovens da minha geração se habituaram a ouvir, e passo a citar, que “pertenciam a uma geração rasca”, “composta por medíocres, em muitos casos alcoólicos, cujo auge dos que estudavam era a queima das fitas, sem ideais e que em outros casos nem sequer tinham feito a tropa!”. “Uma geração-chiclete, mastiga-e-deita-fora, de consumo imediato e mentalidade adormecida, manipulável”. Etc.. Muitos eram os epítetos pelos quais nos queriam rotular. Sobretudo a todos aqueles que nasceram à volta de 1970-1980. Alguns nem sequer repararam que na década de 90 muitos dos jovens, por volta dos 20 anos, mostravam já serem reivindicativos, preocupados com a Justiça social. Recorde-se que foi nessa altura, sobretudo até 1996, que se assistiram a algumas das maiores manifestações académicas desde a revolução de Abril. E o mote não era apenas o aumento das propinas. Eram também as bolsas dos estudantes que estavam a ser cortadas. Era uma questão de Ética. Já que se há riqueza que Portugal tinha e tem, e onde pode investir muito mais, são os seus Recursos Humanos, as suas Gentes, novos e menos novos, mulheres e homens com direitos e deveres constitucionais. A esta mesma “geração rasca”, fazendo aqui uma metáfora, pertencem Sérgio Conceição (… que no Euro 2000 “derrotou” a Alemanha com 3 golos), Figo, Rui Costa (o futebolista, mas também o poeta Rui Filipe Morais Aguiar da Costa ou, agora, o ciclista do mundo), João V. Pinto, Pauleta, Nuno Gomes, Postiga, Sabrosa, Baía (venceu quase tudo: Liga dos Campeões, Taça UEFA, Taça das Taças, Super-Taça e Taça Inter-Continental, etc.), Ricardo, Costinha, Abel Xavier, Paulo Bento, Paulo Sousa, Fernando Couto, Jorge Costa, Capucho, Dimas, Paulo Alves, Domingos, Sá Pinto, Peixe, Folha, Deco, Cristiano Ronaldo, Maniche, Petit, Ricardo Carvalho, Miguel, Tiago, Paulo Ferreira, Meira, Nani, Valente, Quim, Jorge Andrade, Eduardo, Bruno Alves, Meireles, Duda, Hugo Almeida, Pedro Mendes, Pepe, Liedson, Dani Fernandes, Beto, Ricardo Costa, Rolando, Danny, entre muitos outros, incluindo as suas bravas Mulheres! Muitos destes foram campeões do mundo sub-21 (vimos a final no café Nordeste), outros foram aos quartos-de-final depois de exibições de excelência, outros ainda foram finalistas no EURO-2004 e outros ficaram em 4.º lugar no campeonato do mundo de futebol de 2006 na Alemanha. Se os árbitros fossem isentos em absoluto, como a Justiça em relação à Política deve ser, sem corrupção, mais taças e medalhas tinham vindo para Portugal. A vitória de Ricardo Rio nas últimas eleições autárquicas em Braga representa a força de acreditar sempre até ao fim, nunca desistindo, nunca esmorecendo, nunca desanimando, nunca pensando que não era possível. É um facto que essa vitória se deve, e muito, a muitos outros de outras tantas gerações de ouro. Pois só todos juntos é que conseguimos levar Braga e Portugal para lá do horizonte. Mas, em definitivo, Ricardo Rio representa bem, entre outros, a Esperança de uma Cidade como é a maravilhosa Braga, pertencente a um Minho mágico e fértil em todos os sentidos. Tal como Eusébio, Figo ou Cristiano Ronaldo – lusos Reis Magos –, ou o Futre, também com Cristiano R. ou Ricardo R. podemos ir lá, pois, como referiu e bem, “Não haverá mais obras para enganar meninos”. O caminho não pode ser mais a hipoteca das contas municipais ou nacionais, sem descurar o crescimento e o desenvolvimento com Justiça Social para as gerações presentes e futuras.




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