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Outro Ponto de Vista…

A falta de confiança hoje verificada no nosso mundo tem a sua origem em alguns processos menos claros de um conjunto de personagens, aparentemente cavalheiros distintos, que na substância são só e apenas uns bandidos. Não assaltam bancos e instituições financeiras de pistola na mão, mas tornaram-se, muitos deles, administradores que delapidam o património de outros, construído muitas vezes com o suor de muito trabalho. Esta crise, grave, pode e deve levar-nos a aprofundar das razões que levaram o mundo a chegar a este beco (que felizmente tem saída).

Acácio de Brito
17 Jan 2014

Janela de oportunidade, esta crise vai ter solução porque o sistema de economia de mercado, democrático na sua substancialidade, encontra em si formas de resolução.
Mas encontrada a razão para o funcionamento anómalo do mercado, deve-se procurar identificar os actores que beneficiaram com o descalabro de tantos.
O exemplo do funcionamento do sistema americano, com ajustes, parece-me adequado. A exemplo do passado, alguns “gestores” estão neste momento no lugar que lhes é próprio: na cadeia.
Acreditar na justa recompensa que uma economia de mercado proporciona é ter a certeza que quem prevarica é identificado e condenado.
Agora não devemos deixarmo-nos ir com os discursos fatalistas de um conjunto de burocratas que nunca na vida souberam o que é criar riqueza, vivendo desde sempre à sombra de projeções que quase nunca acertam – só acertando no aumento das mordomias a que se acham com direito…
Acreditar, ou seja, voltar a dar um voto de confiança, não cega, mas consciente, deve ser o caminho a seguir.
Interiorizar o valor do trabalho enquanto instrumento de realização do ser humano deve ser a aposta.
Fazer da propriedade uma extensão da nossa natureza finita e permitir que os vindouros possam ter e fazer melhor é uma das soluções.
Finalmente, implicar na gestão do mundo princípios éticos que tão afastados têm andado, obrigando-nos a perceber que o liberalismo não é a terra de ninguém, nem pressupõe a ausência dos princípios, antes os obriga.
Voltemos às origens quanto ao pensamento genuinamente liberal enquanto exercício da autêntica generosidade. Foi esta natureza “generosa” que foi inteligida por Alexis de Tocqueville.




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