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Depois do “desgosto” a ação!

Não dedico muito do meu tempo (escasso) à televisão, mas quando descobri a série “Bem-vindos a Beirais” começamos a vê-la em família, como um momento de entretenimento e boa disposição. Não se identificando com uma novela (que envolve enredos e histórias com dramas que vêm, não raras vezes, sobrecarregar a mente das pessoas), esta série, sem especial “transcendência”, favorece um momento leve, de descontração em família, pelas histórias caricatas que apresenta.

Cristina Berrucho Figueiredo
15 Jan 2014

Não posso, contudo, deixar de manifestar o meu descontentamento com o argumento apresentado nesta quarta-feira, dia 8 de Janeiro, quando, em família, fomos levados a considerar, com toda a naturalidade e até com algum “elogio da diferença” a realidade de um casal homossexual.
A não-aceitação desta realidade (compatível com a compreensão face às pessoas que, voluntaria ou involuntariamente, se veem envolvidas na mesma) foi, inclusive, apresentada como uma questão de preconceito na figura (ainda por cima!) da D.ª Olga, que é a caricatura da incompreensão, da intolerância e do juízo indiscriminado (ainda por cima apoiado em falsos motivos religiosos que, na verdade, não o são na sua essência).
A este propósito não posso deixar de transcrever a posição da própria Igreja que, como Mãe, expõe de uma forma breve mas muito clara (cheia de compreensão com as pessoas, separando-as do erro) a sua visão no Catecismo da Igreja Católica (nºs 2357, 2358 e 2359):
 “Um número não desprezível de homens e mulheres apresenta tendências homossexuais profundas. (…) Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta (…)” (Catecismo da Igreja Católica, n.º 2358). 
Apesar de o casamento entre pessoas do mesmo sexo ser hoje uma realidade com enquadramento jurídico equiparado ao casamento entre um homem e uma mulher, a frase utilizada por um dos atores – “O mundo mudou” – para realçar o suposto “atraso” da D.ª Olga, não se adequa totalmente. Podem surgir as mais variadas tendências na sociedade, mas o Mundo continuará a ser o que é e o ser humano continuará a ser homem e mulher que, na sua complementaridade física e espiritual, encontram o potencial humano natural para viverem a comunhão de pessoas propícia ao crescimento da família.
A família, assim constituída, continua a ser a primeira e essencial célula da sociedade onde a teia de relações que aí se estabelecem ajudam o próprio Homem a desenvolver todas as suas potencialidades pessoais e sociais.    
De facto, esta não é uma questão de preconceito mas de conceito bem formado!




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