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Um olhar em redor

Segundo li, no JN, a Scotland Yard volta à carga a propósito ainda do desaparecimento da pequena inglesa Madeleine ocorrida no Algarve em Maio de 2007 (!). Não fosse tratar-se de um assunto tão sério, embora infelizmente banal nos tempos que correm (recorde-se o caso do pequeno Rui Pedro) e bem poderíamos dizer, com toda a propriedade, andar agora a polícia inglesa, volvido todo este tempo, empenhada numa autêntica “caça aos gambozinos”, conforme já li também. Ou seja, de um modo que em nada os abona, desnorteados, procuram talvez enganar os pacóvios esperando que estes se empenhem na caça dessas aves ou peixes imaginários.

Joaquim Serafim Rodrigues
11 Jan 2014

Quanto a mim, a Scotland Yard não será certamente tão destituída, ou inapta que se preste a este papel não fora as ordens recebidas do próprio Governo da Grã-Bretanha, empenhado desde o início do caso em ilibar a todo o custo as responsabilidades do casal McCann, os quais deveriam ter sido desde logo considerados arguidos e julgados há muito, face às condições em que deixaram a pequena Maddie assim como os seus pequenos irmãos, sozinhos, a dormirem sem que tivessem alguém a olhar por eles enquanto os pais se divertiam longe do condomínio às tantas da noite!
Revoltante, porém, é o facto do inspector-chefe inglês Andy
Redwood se permitir censurar a nossa PJ, visto que a nova versão inglesa (mais uma) aponta para a hipótese de a menina ter sido raptada por um grupo de ladrões que actuou na zona da Praia da Luz, mas que a nossa Polícia preferiu concentrar-se num antigo empregado do resort onde estavam os Mccann, descartando a investigação dos três ladrões.
Estranhável (ou não…) que os ingleses nunca se refiram aos McCann como suspeitos (aliás, foi-lhes assegurado que jamais seriam considerados arguidos no processo o que, logo à partida, demonstra à evidência a orientação superiormente imposta à Scotland Yard pelas autoridades inglesas).
Nesta novela tristemente de cariz dramático, diga-se de passagem, posta em cena a nível global pelos McCann, os quais nunca colaboraram conforme lhes competia com a nossa PJ, a coberto da protecção que sabiam ter, ausentando-se, até, quando os cães pisteiros chegaram, as teses são já mais que muitas, sendo também incontáveis os retratos-robôs postos a circular por todo o lado. Tantos, e tão díspares, que ninguém está livre de poder vir a ser tido como suspeito – tenha ele um rosto comprido ou oval, cabelo curto ou comprido, pousando nas costas. Quanto ao seu ar, ou aparência, digamos que assenta perfeitamente a qualquer indivíduo do norte, rosado e luzidio ou, se quisermos, a qualquer tipo do sul, sem escapar nenhum árabe!
Como, até ao momento, as autoridades inglesas já gastaram 7,3 milhões de euros, esperando-se que o número atinja os 12 milhões, porquê prosseguir nesta autêntica farsa, uma vez que, segundo as palavras do procurador da República, aquando do despacho de arquivamento do processo (pela nossa parte), “não foi possível efectuar-se a reconstituição necessária dos acontecimentos pelo facto de tanto o casal McCann como os seus amigos se terem recusado a participar nela”. Mais comentários para quê?
Termino, aludindo à índole do inglês. Se acaso um forte nevão se abater sobre as suas ilhas, logo eles anunciarão: Devido ao espesso nevoeiro que encobre totalmente a Grã-Bretanha, encontra-se completamente isolado todo o continente europeu!
É tudo, por hoje.




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