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Sorria, você é uma estrela

Reza a história que há 2013 anos, por altura do nascimento de Jesus, três Reis do Oriente foram guiados por uma estrela até ao Deus Menino. Naquela época, pouco se sabia sobre os pontos que iluminavam o céu noturno. Hoje, graças ao trabalho de muitos investigadores, as estrelas começam a ser compreendidas e sabe-se já que estão intimamente ligadas a nós…As estrelas são imensamente grandes, quentes e brilhantes e, como os seres vivos, nascem, vivem e morrem. Há mais estrelas no universo do que grãos de areia na Terra, e a maioria está tão longe que pouco se sabe sobre elas. Mas há uma estrela bastante conhecida que está bem perto de nós: o Sol. A luz que emite ilumina e aquece o nosso planeta.

Marina da Costa Maciel
11 Jan 2014

Cada estrela que vemos no céu é uma bola luminosa, de gás muito quente, formada nas nebulosas, que são grandes nuvens de poeira e de hidrogénio, o elemento químico mais leve, mais simples e mais abundante no universo. Em algumas nuvens podem formar-se “bolsas” onde a concentração de hidrogénio é maior. Por ação da gravidade, a mesma força que nos liga à Terra e nos mantém nela, essas “bolsas” vão ficando maiores e mais densas, com cada vez mais hidrogénio. Num processo que demora centenas de milhares de anos, a “bolsa” vai tomando a forma de um disco, cujo centro é uma bola super quente e densa. Nascem assim as protoestrelas.
Com o passar do tempo, o centro da protoestrela torna-se tão quente que os átomos de hidrogénio entram numa “corrida violenta”, acabando por se juntar e originar um novo gás: o hélio. São estas fusões que dão energia à estrela e a mantêm viva, tornando-a numa fonte constante de luz e de calor. Depois de formada, a estrela inicia uma luta acesa contra a força da gravidade, porque para viver tem de superar essa força. As estrelas só sobrevivem enquanto existe equilíbrio entre a pressão exercida para fora, criada pela fusão, e a gravidade que atua no sentido contrário, isto é, para dentro.
Mas a força da gravidade nunca desiste, enquanto o hidrogénio, o combustível que mantém a estrela viva, acaba. Assim a estrela deixa de poder queimar hidrogénio e começa a colapsar. Numa tentativa desesperada de parar a sua destruição, começa a converter hélio em carbono e depois em outros elementos mais pesados, como o azoto e o oxigénio. Nas estrelas mais maciças vão-se formando elementos cada vez mais pesados. O ferro é o limite. A partir daí a estrela não consegue produzir outros elementos, começa a contrair-se e a gravidade ganha o jogo. Ocorre então uma explosão gigantesca, chamada supernova e, em breves instantes, todos os outros elementos químicos conhecidos são formados e expelidos a grandes velocidades, espalhando-se pelo universo.
O material libertado pelas estrelas será a base de novas estrelas e outros astros. Todos os elementos que hoje vemos, incluindo os que compõem o nosso corpo, como o ferro, o oxigénio e o cálcio, foram criados em estrelas que morreram há milhões de anos.
Por isso, sorria, você é feito de pó de estrelas!




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