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Câmara de Braga – Ventos de mudança

Já sopram, na gestão da Câmara Municipal de Braga, ventos de mudança. O presidente Ricardo Rio, a meu ver, deu já dois sinais claros de uma cultura e ação democrática aberta, dialogante e participativa.O primeiro sinal veio, logo após as eleições, através do convite que fez a Inês Barbosa, cabeça de lista do Movimento Independente, para ser a responsável pelo orçamento participativo da autarquia; todavia, como Inês Barbosa fazia depender o sim ao convite da unanimidade na votação dos vereadores (Coligação, PS e PCP), gorou-se este primeiro motivo de consensualidade e participação democrática dos eleitos autárquicos.

Dinis Salgado
8 Jan 2014

Já o segundo sinal aconteceu no decorrer do tradicional jantar de Natal dos autarcas, onde perante mais de 300 representantes das freguesias e uniões de freguesia, o presidente declarou: é muito reconfortante ter tanta gente aqui hoje presente. Um jantar que, como é tradição, reúne todos aqueles que representam os bracarenses, em cada uma das freguesias, quer no poder, quer na oposição. Aqui não há separação partidária. Há, acima de tudo, a consciência de que todos os presentes têm uma única preocupação que é trabalhar o mais possível, darem o melhor em prol das suas freguesias e das suas populações. Está assim, aqui, representado o concelho de Braga, um concelho que, após a reforma administrativa, continua a funcionar como um todo e para o qual temos de trabalhar conjuntamente todos os dias.
Ora, nas palavras do presidente da Câmara se vislumbra o propósito e a vontade de colaboração, franca e igual, com todas as juntas e uniões de freguesia independentemente da sua cor partidária; e esta raramente foi, ao longo dos 37 anos de gestão socialista, autocrática e oligárquica, uma prática corrente na sua atuação com as juntas de freguesias dos partidos da oposição.
Penso que, em qualquer modalidade de eleições (locais, regionais ou nacionais), na interpretação dos resultados finais, os programas e projetos, quer dos vencedores, quer dos vencidos, merecem sempre a mesma leitura: foram feitos a pensar nas necessidades, anseios e vontades do povo eleitor, e, aqui, reside a necessidade de aproximação, diálogo e colaboração entre vencedores e vencidos, quando em causa estão os interesses comuns e prioritários da comunidade; porque, quem vence ou é vencido sempre tem, com os seus eleitores, um elo de ligação e uma empatia comunitária e sociológica que devem ser mantidos e respeitados.
Se é esta a leitura que o presidente Ricardo Rio faz da sua forma de estar na vida política e concretamente na gestão da Câmara Municipal de Braga, pode ser um sinal concreto de que estes ventos de mudança que a soprar começam, depressa, se transformem, para bem de todas as gentes do concelho de Braga, num benfazejo vendaval de esperança; e finalmente possamos exclamar que é bom viver em Braga e, quiçá, deixemos de praguejar:
– Porra vai cá uma nortada!
Então, até de hoje a oito.




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