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A lenda do Quarto Rei Mago

Tradicionalmente sempre se disse que os Reis Magos eram três e até se conhecem os seus nomes: Baltasar, Mel-chior e Gaspar. Constava que tinham vindo do Oriente. Sempre assim se viveu e ensinou às crianças, que não dispensam no seu Presépio os três Reis. Ora, vou agora referir-me a algo que li há tempos e a que achei curioso. Quando os três Reis Magos chegaram ao Presépio, ofereceram o que tinham levado: ouro, incenso e mirra. Nossa Senhora e S. José agradeceram, mas o Menino parece que não ficou muito agradado; o brilho do ouro fez-Lhe piscar os olhitos, o cheiro do incenso, fez-Lhe tosse e, sinceramente não achou graça à mirra.

Maria Fernanda Barroca
4 Jan 2014

Podíamos dizer: coisas de crianças… Mas não, porque o Menino é Deus!
Os Reis Magos, parece que não gostaram muito da recepção e depois de se terem levantado, foram embora um pouco aborrecidos, pensando que o Menino não os tinha tratado com a consideração que eles e si mesmos atribuíam.
Já iam muito longe, quando apareceu o quarto Rei. Vinha do Golfo Pérsico e no dia em que viu a estrela a anunciar a vinda do Messias pôs-se logo a caminho. E presentes? O que poderia levar? Foi procurar aos seus tesouros e encontrou três magníficas pérolas.
Mandou aparelhar os camelos e partiu, segundo as indicações da estrela. Passados dias a estrela parou por cima de uma cabana e ele ao chegar lá viu que era o Presépio.
Abriu a porta e lá encontrou o Menino, Nossa Senhora e
S. José. Entrou a medo, ajoelhou–se e começou a falar com ar envergonhado:
“Senhor cheguei só agora, mas o pior é que não trago nada para Te dar. Eu trazia três grandes pérolas, mas gastei-as.
Na primeira noite de viagem instalei-me numa estalagem e quando saia encontrei um velho mendigo a tremer de febre. Ninguém sabia quem era e não tinha dinheiro para pagar a estadia na estalagem. Então peguei numa das pérolas e dei-a ao dono da estalagem para que chamasse um médico, desse comida ao mendigo e se morresse, lhe desse sepultura condigna.
Daí parti para vir até cá, mas num desfiladeiro do caminho ouvi gritos – eram uns salteadores que queriam fazer mal a uma rapariga. Gritei-lhes que lhes dava uma pérola de grande valor se deixassem a rapariga em paz. Aceitaram a oferta e lá fiquei sem a segunda pérola.
Com a única pérola que me restava retomei o caminho e encontrei-me com muitos soldados de Herodes que procuravam os meninos com menos de dois anos para os matar. As mães gritavam e eu dei a terceira pérola aos soldados para que parassem com a carnificina e dessem as crianças às mães. As pobres mães ficaram tão contentes que nem me agradeceram, mas fugiram para bem longe”.
O Rei calou-se e a medo olhou para S. José que arranjava a cabana e para Maria que segurava o Menino no colo. E Jesus? Será que estava a dormir?
Não, o Menino não dormia; olhou para o rei com um ar muito contente, piscou-lhe um olhito, estendeu-lhe as mãozinhas e, simplesmente, sorriu-lhe e então adormeceu.
É bem verdade que «amores são obras e não boas palavras». O Quarto Rei Mago manifestou o seu amor ao Menino, fazendo bem ao próximo.
E nós? Tentemos neste ano que começa, fazer o bem aos outros, vendo neles a Pessoa do Menino. Assim, em 2014, todos os dias serão Natal. E só assim haverá Paz entre os homens.




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