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A Família assente no verdadeiro amor…

Numa época em que a família está a ser maltratada, em que se perdem as verdadeiras referências, é necessário recordar sobretudo aos jovens que se destinam ao matrimónio, alguns princípios e regras do matrimónio cristão. Mas para além dos princípios, fazem falta os conselhos para formar uma família capaz de atravessar todas as dificuldades da vida, uma família fundada sobre um amor verdadeiro, e não sobre o egoísmo. O matrimónio é uma vocação cristã, e entre as vocações às quais os homens estão chamados pela Providência, o matrimónio é uma das mais nobres e elevadas.

Maria Helena H. Marques
3 Jan 2014

Pelo matrimónio, o homem e a mulher tornam-se colaboradores de Deus na obra da criação e são chamados a santificar-se mutuamente, recebendo ao mesmo tempo, a missão de formar, pela educação, o coração, a inteligência e a vontade dos filhos que lhes são confiados, até chegar o dia em que aqueles estão finalmente capazes de se conduzirem por si próprios.
O casamento foi instituído por Deus! Não foi estabelecido por uma lei humana, nem inventado por alguma civilização. Ele antecede toda a cultura, tradição, povo ou nação. É uma instituição divina.
O casamento não é uma sociedade entre duas partes, onde cada uma coloca as suas condições. Deus é quem estabelece as condições, não o homem ou a mulher. Nem os dois de comum acordo. Nem as leis do país. Quem se casa deve aceitar as condições estabelecidas por Deus. E não há nada a temer porque, como sabemos, Deus é amor e infinitamente sábio.
* O fundamento do casamento
A base do casamento é a vontade comprometida pelo pacto mútuo, e não o amor sentimental.
* O amor
Em nossos dias, existe o conceito generalizado de que o amor sentimental é a base do casamento. Certamente que o amor sentimental é um ingrediente importante do casamento, mas não é a sua base.
Deus não poderia estabelecer algo tão importante sobre uma base tão instável como os sentimentos. Na realidade, muito do que se chama de “amor”, é egoísmo disfarçado. O amor romântico, busca a satisfação própria ou o benefício que pode ter através do outro.
Diversas razões podem modificar os nossos sentimentos: problemas de convivência, maus – tratos, faltas de caráter do cônjuge, o surgimento de alguém mais interessante, etc. Depois de algum tempo, muitos casamentos chegam a esta triste conclusão: “Já não nos amamos. Devemos separar-nos”.
*A vontade comprometida
Quando um homem e uma mulher se casam, fazem um pacto, uma aliança. Comprometem a sua vontade para viverem unidos até que a morte os separe. Deus responsabiliza-os pela decisão (Ec 5.4-5; Mt 5.37).
Nem sempre podemos controlar os nossos sentimentos, mas a nossa vontade, sim. Quando os sentimentos “balançarem”, o casamento manter–se-á firme pela fidelidade ao pacto matrimonial. Cristo é o nosso Senhor e a nossa vontade está sujeita à dele. Desta maneira, ainda que atravessemos momentos difíceis, a unidade matrimonial não estará em perigo.
*O casamento é que sustenta o amor
Anda em voga um conceito errado: “acabou o amor, acabou o casamento”. Mas a vontade de Deus é que todos os casados se devem amar. É um mandamento. Deus não diz que o casamento subsiste enquanto durar o amor. Os cônjuges podem desobedecer a Deus e não se amarem, todavia isto não invalida a união. Deus diz que eles devem amar-se porque estão unidos em casamento (CI 3,19; Tt2.4).
O verdadeiro amor (ágape) existe quando alguém pensa no bem do outro, quer fazê-lo feliz, nega-se a si mesmo, dá-se, suporta, perdoa, etc. Com este entendimento, o verdadeiro amor aflora, cresce e torna-se estável. Este tipo de amor não anula o amor romântico, mas santifica, embeleza, e torna-o durável (CI4.10).
* O casamento é sagrado e indissolúvel
“Por isso deixará o homem a seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne. Portanto o que Deus uniu não o separe o homem” Mc 10.7 – 9).
* Divórcio?
Deus exige lealdade ao pacto matrimonial por isso, aborrece o divórcio…
“Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel” MI 2. 14-16.
*  Recasamento?
“Quem repudiar sua mulher e casar com outra, comete adultério contra aquela. E se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério”Mc 10. 11 – 12.
Entretanto, sobre este processo dinâmico do amor conjugal, incidem de modo sensível as pressões externas desagregadoras, que querem abalar a indissolubilidade do vínculo matrimonial. Então, esses fatores desagregadores deverão ser firmemente combatidos, com o objetivo de ser consolidada a estabilidade familiar.
As pressões externas podem ser motivadas por salário insuficiente ou desemprego; pela propaganda escrita, falada e televisiva (filmes, telenovelas, etc), que incentiva a busca desenfrea-da do prazer, do conforto material, e do sucesso pessoal…
Mas os esposos, unidos por Deus, estão acima de tudo chamados a preservar e procurar juntos a felicidade ameaçada, reforçando o seu pacto de amor conjugal…




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