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Dez anos de sucessos

Nesta altura de Ano Novo já todos andamos um pouco cansados dos balanços e retrospetivas com que a comunicação social nos sufoca. Mesmo assim, não consigo resistir a fazer aqui mais um desses regressos ao passado. Mas não é sobre 2013 que vou escrever; é um pouco mais que isso. O estádio AXA completou dez anos de idade na passada terça-feira, dia 30. Os elevados custos de construção e a polémica derrapagem orçamental ficaram, até hoje, nas bocas do mundo. E com alguma razão, diga-se de passagem. No entanto, ficou a magnífica obra de arte que todos admiramos e ficou também um palco de grandes sucessos, dificilmente imagináveis no passado. Parece-me, por isso, importante recordar os momentos bons que esse estádio nos deu a viver.

Manuel Cardoso
2 Jan 2014

Tudo começou, com pompa e circunstância, no dia 30 de dezembro de 2003. No jogo inaugural recebemos e vencemos o Celta de Vigo por 1-0 com golo do grande capitão Paulo Jorge perante 30000 espectadores que encheram totalmente as bancadas. Era o início de uma década de sucessos, dos quais destaco aqui alguns:
14 de setembro de 2006: pela primeira vez, o SC de Braga apura-se para a fase de grupos da Liga Europa. Com uma equipa recheada de excelentes jogadores, como Wender, João Pinto, Hugo Leal, Nem, Paulo Jorge, etc. vencemos os italianos do Chievo por 2-0, com golos de Paulo Jorge e Wender. Depois de derrotar também o Parma, haveríamos de atingir os oitavos de final da prova, em que fomos derrotados pelos poderosos ingleses do Tottenham.
14 de fevereiro de 2009 – sob o comando de Jorge Jesus, o nosso clube conquistou a Taça Intertoto. Pode não ser uma prova de primeiro plano mas foi o primeiro troféu internacional do SC de Braga e poucos se podem orgulhar de tal feito. O passo decisivo foi dado na vitória por 3-0 sobre o Standard de Liége, onde pontificavam atletas como Defour, Witsel e Mangala. Os golos foram apontados por Renteria, André Leone e Luís Aguiar.
18 de agosto de 2010 – Já sob o comando de Domingos Paciência, recebemos e batemos o poderoso Sevilha por 1-0, com golo de Matheus. A vitória seria confirmada na deslocação épica e memorável a Sevilha, onde vencemos de forma espetacular por 4-3, com três golos de Matheus e um de Lima. Estava consumado o épico e inacreditável apuramento para a fase de grupos da Champions League. Embora não tenhamos passado à fase seguinte, fomos relegados para a Liga Europa onde viveríamos novos momentos de glória:
5 de maio de 2011 – a pedreira tremeu! Meias-finais da Liga Europa, depois de termos eliminado Lech Pznan, Dínamo de Kiev e Liverpool. Dezanove minutos de jogo, frente ao Benfica. Hugo Viana marca o canto na esquerda. Custódio, o Grande Custódio, sobe mais alto que toda a gente e cabeceia na entrada da pequena área, para o fundo da baliza. Daí até ao apito final foi o sofrimento e o delírio. O Braga estava em Dublin, na final da Liga Europa onde só a cabeça de Falcão nos haveria de derrotar.
No ano seguinte, haveríamos de voltar a vencer o Benfica no apuramento para outra final: a da Taça da Liga. Dessa vez, não só vencemos o Benfica como conquistámos o troféu.
Enfim, uma década de sucessos inimagináveis antes da inauguração deste estádio talismã.




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