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O Natal leva-nos a refletir nas boas e más ações

O Natal faz com que o nosso coração fique mais sensível a tanto sofrimento, tantas privações, tantas injustiças… que uma grande parte da humanidade suporta, passando, muitas vezes, ao lado do nosso quotidiano, mas, felizmente e para minimizar um pouco essas trágicas situações, ainda há imensas almas caridosas que se dedicam, por este país fora, a apoiar os nossos irmãos famintos, sofredores, injustiçados… Tantos voluntários na AMU (Cooperação e Solidariedade Lusófona por um Mundo Unido), no Banco Alimentar Contra a Fome; em tantas outras associações de solidariedade e instituições religiosas, dando como exemplo as Misericórdias, a Cáritas, os Centros Paroquiais… que desenvolvem ações muito meritórias, auxiliando os que mais precisam.

Salvador de Sousa
30 Dez 2013

A Cáritas Arquidiocesana de Braga, por exemplo, tem aumentado o trabalho de recolha de alimentos para satisfazer o aumento constante de pedidos de ajuda. Durante o ano transato, atendeu 2.394 agregados familiares, havendo um crescimento de 572 e, com certeza, esse número aumentou durante este ano. São números assustadores só numa pequena parcela do território, não falando dos sem-abrigo que diariamente, cerca de 25, recorrem ao seu “refeitório social” para se alimentarem, segundos dados recolhidos no site da Cáritas.
Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, art.º 1.º, podemos ler: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e consciência devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.” A AMU, no seu site, colocou lá este sublime pensamento, aplicando-o nas suas ações quotidianas: Estas e outras mensagens deviam colocar-se nas paredes da Assembleia da República, nos gabinetes dos nossos Ministros, no Palácio de Belém em tantos outros locais públicos para que houvesse mais justiça em todas as medidas tomadas pelos políticos de Portugal e, também, de todo o resto do mundo. A grande percentagem liberta-se lá do seu pedestal, apenas, nos interregnos dos seus mandatos ou na oposição e, aí sim, dão-nos um “Natal” recheado de promessas, palavras de conforto, sorrisos, beijocas, abraços, desdobram-se em simpatias, mas quando se apanham no poder as atitudes, para alguns, mudam, massacrando o povo com medidas severas de austeridade e as promessas ficam apenas escritas nos programas eleitorais para voltarem quando precisarem do voto. Grande parte da classe política, sobretudo nacional ou se revê nas suas atitudes ou então vai bater no “fundo do poço.”Nas autarquias as coisas, geralmente, funcionam um pouco diferente com uma política de maior proximidade.
Neste período natalício, contrariando um pouco o que acabei de escrever, estive presente em vários eventos, sobretudo no meu concelho de Vila Verde, e, como tal, queria partilhar com os leitores deste prestigiado jornal o que de mais relevante pude observar.
Quero, antes de mais nada, dar os parabéns pelos cem anos dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde. Um acontecimento bem programado, recheado de eventos culturais com dirigentes à altura das suas responsabilidades que labutam, livre de interesses, para que tenhamos uma corporação que, constantemente, apenas pensa em servir dignamente a população.
Admiro os nossos políticos do poder local que estão sempre presentes nestes e noutros eventos, acompanhando as instituições naquilo que vão realizando, arranjando sempre tempo, em quaisquer momentos, para aceder aos convites que lhes vão sendo dirigidos. Friso aqui e admiro o apoio que a Câmara Municipal de Vila Verde tem prestado à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde e ciente do trabalho abnegado destes homens e mulheres que arriscam a sua própria vida, o Presidente da Câmara, Dr. António Vilela, anunciou, numa cerimónia de condecorações, várias medidas de apoio a todos os homens e mulheres que se entreguem voluntariamente a esta grande causa humanitária, isentando-os de variadas taxas de licença de construção, nas ligações de água e saneamento, em bolsas de estudo e outras regalias, como sendo uma excelente forma de compensar toda essa entrega ao serviço de todos nós.
Termino, dando os parabéns a todo o pessoal que preparou a festa de Natal da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde e que também atuou. Uma tarefa que não foi nada fácil pela qualidade de todas as apresentações dos lares de idosos (atores e atrizes repletos de jovialidade e felizes); do Infantário (crianças atentas); Centro de Atividades Ocupacionais (momentos muito felizes e de autoestima para estes utentes) e de tantos outros.




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