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2014 – Um ano que, em alegria, se renova

(…) “O grande risco do mundo actual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado.”

Maria Susana Mexia
29 Dez 2013

(…) “Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que «da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído». Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direcção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada. Este é o momento para dizer a Jesus Cristo: «Senhor, deixei-me enganar, de mil maneiras fugi do vosso amor, mas aqui estou novamente para renovar a minha aliança convosco. (…)
O grande apelo do Papa Francisco na Exortação Apostólica – Evangelii Gaudium – “A Alegria do Evangelho” é um convite à renovação do empenho de cada um de nós na causa de todos, em busca do bem comum, uma construção sempre por acabar e na qual estamos todos chamados a participar pois somos todos necessários na tarefa da concretização de um mundo melhor.
Ninguém está excluído ou dispensado da sua prática de cidadania, como forma de amor a Deus e por Ele a todos os homens, numa constante e activa função de “purificar” a política envolvendo-a numa caridade que expulse do seu seio o egoísmo, a exploração dos fracos pelos fortes, a ânsia de riqueza e a alienação da dignidade que a todos nos assiste, neste mundo de Pessoas, seres humanos carentes de paz, pão, trabalho, bem-estar, saúde e alegria.
Que o Novo Ano a todos propicie a oportunidade de, com muita esperança, voltarem a lutar pelos seus direitos, não olvidando a premência dos deveres como factor de equilíbrio, de justiça social, de partilha de responsabilidades e de equidade moral.




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