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Maternidade Divina de Maria ­­– Dia Mundial da Paz

No dia 1 de Janeiro a Igreja Católica celebra a Festa Litúrgica da Maternidade Divina de Maria e a comunidade mundial celebra o Dia Mundial da Paz. A Maternidade Divina de Maria é o maior privilégio de Nossa Senhora. Em virtude dessa Maternidade, Maria foi concebida sem mácula do pecado original, como é festejada no dia 8 de Dezembro e jamais cometeu qualquer pecado pessoal ou teve a mínima imperfeição. De facto, tendo sido eleita para Mãe de Deus não podia ter sido, nem sequer por um instante, tocada pelo demónio e manchada com o pecado original. A Sagrada Escritura fala-nos d’Ela como a mais excelsa de todas as criaturas, aquela que todas “as gerações chamarão bem-aventurada” (Lc 1, 48).

Maria Fernanda Barroca
28 Dez 2013

Mas Maria não é só Mãe de Deus, mas também Mãe de todos nós, pois Jesus no-la deu no alto da Cruz, com as palavras: “Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo. Eis aí a tua Mãe” (Jo 19, 26-27). A Virgem cumpre a sua missão de Mãe intercedendo por nós junto do seu Filho Jesus, por isso a Igreja lhe chama: Advogada, Auxiliadora, Socorro e Medianeira.
Em 1968, Paulo VI manifestou o desejo de que se celebrasse, cada ano, um Dia Mundial de oração pela Paz. Cada ano o Santo Padre Paulo VI assim fez, João Paulo II, Bento XVI e Francisco continuaram.
Todos eles publicaram com bastante antecedência, o tema a considerar.
Para o ano de 2014, o Papa Francisco escolheu o tema: «Fraternidade caminho para a paz» – proposta em alternativa à globalização da indiferença.
A fraternidade é uma das grandes preocupações do Santo Padre que vê o mundo dilacerar-se em guerras fratricidas, por amor ao «ter», esquecendo o «ser». 
Desde o início do seu ministério como bispo de Roma, o Papa sublinhou a importância de superar a “cultura da evasão” e promover a ‘cultura do encontro’, para caminhar em direcção a uma sociedade mais justa e pacífica.
A fraternidade, é um dom que cada homem e mulher traz consigo como ser humano, filho do mesmo Pai. Diante dos muitos dramas que atingem a família das nações, como a pobreza, a fome, o subdesenvolvimento, os conflitos, a migração, a poluição, a desigualdade, a injustiça, o crime organizado, os fundamentalismos, temos na fraternidade a base e o caminho para a paz.
A cultura do bem-estar leva à perda do senso de responsabilidade e do relacionamento fraterno. Os outros, em vez de nossos semelhantes, são vistos como antagonistas ou inimigos, muitas vezes ‘considerados objectos’. Não é incomum que os pobres e necessitados sejam considerados como um ‘fardo’, um impedimento para o desenvolvimento. No máximo, são objecto de ajuda assistencialista. Não são vistos como irmãos, chamados a partilhar os dons da criação, os bens do progresso e da cultura, a participar da mesma mesa da vida em plenitude, a ser protagonistas do desenvolvimento integral e inclusivo.
A fraternidade, dom e compromisso que vem de Deus Pai, pede compromisso com a solidariedade contra a desigualdade e a pobreza, que enfraquecem a vida social; pede cuidados para com toda pessoa, especialmente as mais indefesas, e pede amá-las como a si próprio, com o coração de Jesus Cristo.
Num mundo que constantemente cresce em interdependência, não pode faltar o bem da fraternidade, que vence aquela globalização da indiferença, para dar lugar a uma globalização da fraternidade.
A fraternidade deve estar presente em todos os aspectos da vida, incluindo a economia, as finanças, a sociedade civil, a política, a pesquisa, o desenvolvimento, as instituições públicas e culturais.
No primeiro Dia Mundial da Paz, do ministério do Papa Francisco, gravemos o que nos oferece a todos: «o caminho da fraternidade», para dar uma face mais humana ao mundo.




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