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Para uma família ao ritmo de Jesus, Maria e José

Com a proximidade ao Natal surgem-nos momentos de reflexão – cultural, social e religiosa – onde se podem interpretar os vários intervenientes do quadro deste mistério cristão. Num primeiro momento apresentamos algumas reflexões sobre cada uma das personagens atuais da família e, posteriormente, deixamos uma breve proposta, em jeito de oração, diante das figuras da Sagrada Família de Nazaré.* Aprendizagem para hoje
Num tempo em que a temática da família é tão maltratada, torna-se urgente perceber como podemos e, sobretudo, como devemos, hoje, viver em conformidade com o projeto sumariado por Jesus, Maria e José.
= Jesus como filho torna os filhos mais agradecidos aos pais, na medida em que estes o cuidam, cultivam e acarinham.

A. Sílvio Couto
23 Dez 2013

De facto, muitos dos filhos de hoje não têm o carinho nem o cuidado dos pais… tais são as preocupações em ganharem dinheiro para os sustentarem, que o tempo falta para o essencial…
Como se nota um certo abandono dos filhos, mesmo que se lhes dê coisas, se não se dá cuidado, eles sentir-se-ão joguetes ou armas de arremesso na hora da disputa e/ou do conflito. Reparemos em tantos filhos de pais separados. Olhemos com atenção para os filhos em circunstâncias de vulnerabilidade – os teus, os meus e os nossos! – e, tantas vezes, sem as mínimas referências de estabilidade emocional.
Jesus, o filho amado, cuide dos filhos em desamor e à deriva… mesmo anafados de bijuterias sentimentais!
= Maria na função de mãe como que exalta a ternura; na tarefa de esposa como que enaltece a vida; na dimensão de companheira como que nos faz entender a força na fraqueza; na vertente de filha e/avó como que nos situa na perspetiva de elo contínuo de gratidão e de longevidade… muito para além das raízes que se veem… naturalmente.
Maria, Mãe divina e intercessora nossa, ela nos ampara, cuidando de tantas mães que nem sempre exercem a sua função feminina, materna e maternal.
= José, na complexa visão da sua paternidade, simboliza o que de melhor se espera de um pai: trabalhador, atento, sereno e segurança da família… dando a cada um dos outros elementos familiares a certeza que ele está ali vigiando e sendo suporte da condição de todos com os olhos postos em Deus e em abertura aos outros.
Por José entregamos tantos progenitores que não são, verdadeiramente, pais, confiando-os à sua proteção e conselho. Por José queremos aprender, hoje, as lições da paternidade responsável e afetuosa, correta e terna, na medida em que os pais se tornem rostos da autêntica paternidade divina… em condição humana.

* Lições interpelativas
Quando celebramos a Sagrada Família de Nazaré, em contexto de Natal, podemos e devemos contemplar Jesus, Maria e José como modelo e protótipo do verdadeiro amor onde está presente o espírito de serviço para todas as famílias.
Olhamos e deixamo-nos contemplar por Jesus, Maria e José, naquilo que cada um viveu ou vive em família e nas lições que deles podemos recolher para cada um de nós neste tempo e segundo as nossas diversas circunstâncias:
– Em Jesus vemos o modelo de filho: obediente, amável, trabalhador, correto para com os pais, em sintonia com Deus… que ama e se deixa amar, tanto pelo pai como pela mãe!
– Com Maria podemos perceber o testemunho de presença da vida, de santuário da paz, de mestra na dedicação, de esposa atenta, de mãe terna, de companheira espiritual… amando e sendo amada! Maria é o modelo de serviço e de compreensão bem como de todas as virtudes humanas, disposta sempre a cumprir com toda a exatidão a vontade de Deus.
– Por José podemos ver o sinal de pai para todos os tempos: no serviço aos outros, na dedicação ao trabalho, na presença e proteção à mãe e ao filho, sobretudo nas horas de maior dificuldade.
– Sagrada Família de Nazaré intercedei, protegei, abençoai e conduzi as nossas famílias, particularmente as que possam estar em maior dificuldade, hoje.




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