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Nem incenso, nem mirra…

Tão pouco ouro no Natal deste “misterioso” ano da graça de 2013! Todavia “Natal é sempre Natal”, a sua essência, a sua revelação, o seu luminoso mistério leva-nos, ano após ano, a aceitar a chamada do filho de Deus que veio ao mundo e se fez homem para nos salvar. Banalogia, frase feita repetida até à exaustão ou reminiscência duma certeza que nos habita desde sempre e para todo o sempre? Para o mundo crente ou não é sempre época de procurar recuperar a paz, a esperança, o sentido da vida, exercer a solidariedade, fortalecer as amizades, sair de si, do seu viver solitário e egoísta, para ir ao encontro dos outros, caminhando sempre para mais além, rumo ao encontro da estrela que, do alto dos céus, nos acena e convida a segui-la.

Maria Susana Mexia
22 Dez 2013

Libertemo-nos das amarras que nos aprisionam ao nada e, nas mãos do salvador, entreguemos os medos, as preocupações, as tristezas, as incertezas e tudo o mais que nos inquieta.
Neste Natal sem incenso, sem mirra e muito menos ouro, a Diel presenteou-nos com a reedição do maravilhoso livrinho: “O Mistério do Natal”. A sua autora, Edith Stein, judia que se tornou ateia, possuía uma inteligência rara, invulgares capacidades intelectuais, de forma brilhante obteve o doutoramento em Filosofia, foi uma professora notável e tornou-se assistente do seu mestre, Edmund Husserl.
Incansável e perspicaz investigadora, procurou com dignidade e determinação a Verdade. Conhecendo o cristianismo logo aderiu aos seus princípios. Aprofundou a fé cristã e publicou vários estudos científicos, nos quais articula a Filosofia com uma intensa vida interior nutrida pela oração e pela palavra de Deus.
A 15 de Outubro de 1933, entrou para o Carmelo e escolheu o nome de Teresa Benedita da Cruz. A 2 de Agosto de 1942 saiu do Convento vestida com o seu hábito, continuando a usá-lo acrescido do número de prisioneira – 44070, no campo de concentração de Auschwitz, na Polónia, onde morreu asfixiada nas câmaras de gás, com 51 anos.
Beatificada por João Paulo II a 1 de Maio de 1987, em Colónia, na Alemanha, a 11 de Outubro de 1998 foi canonizada pelo mesmo Papa com o nome de Santa Teresa Benedita da Cruz. No ano seguinte foi proclamada Padroeira da Europa.
Sem ouro, incenso ou mirra, restam-nos os livros e a esperança de que, à imagem da autora deste maravilhoso texto, possamos viver de mãos dadas com o nosso Salvador.




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