Fotografia:
Agora, a união…

Foram necessários mais de cinco lustros para que houvesse eleições no Sp. Braga com duas listas candidatas aos seus órgãos dirigentes. De facto, durante 25 anos consecutivos não houve mais do que uma lista candidata àqueles órgãos – razão por que foram sempre pacíficas as “campanhas” eleitorais. Já o mesmo não aconteceu nas últimas eleições, efetuadas há menos de uma semana. Duas listas surgiram, para que os associados pudessem escolher entre dois candidatos à presidência do Clube: uma lista encabeçada por António Salvador, há uma década presidente do Sp. Braga; e outra por Nuno Carvalho, que pela primeira vez se candidatou a esse cargo.

Carlos Manuel Ruella Santos
19 Dez 2013

Como parece evidente, António Salvador era “favorito” – como se diz nos meandros da bola… –, não só porque ocupa a presidência há vários anos, mas também porque, nos anos em que tem gerido o Clube, este subiu para um patamar de elevado nível, quer desportivo quer institucional.
A circunstância de existir esse “favoritismo” não significa – não pode significar… – que não tenha sido positivo o aparecimento de uma segunda lista candidata às eleições. Porque esse aparecimento demonstra, a meu ver, que o Clube está “vivo” e que não depende de uma só pessoa para continuar a existir e, porventura, a alcandoar-se a voos ainda mais altos (como, aliás, também preconiza António Salvador).
Todavia, a existência de duas listas veio dar origem a alguma “celeuma” durante a campanha eleitoral. De uma parte e de outra ouviram-se algumas “acusações” que, sem margem para dúvidas, vieram “borratar” um pouco os velhos pergaminhos do Clube. E a ajudar à “festa” houve ainda o lamentável “episódio” da (mal explicada…) saída de Mesquita Machado da “lista definitiva” de António Salvador, que foi substituído por José Manuel Fernandes no topo da lista candidata à Assembleia Geral – quando, inicialmente, era o ex-autarca bracarense (e reconhecido benemérito e grande afeiçoado do Clube) quem constava do topo dessa lista.
Estas “circunstâncias” vieram, inevitavelmente, provocar algumas divisões no seio do Sp. Braga. E mesmo que a lista de Nuno Carvalho tenha tido uma pequena votação (se comparada com a obtida por António Salvador), não deixa de ser verdade que ainda foram bastantes os associados que se colocaram do seu lado neste processo.
Significa isto que, no Sp. Braga, passou a existir uma situação a que não estávamos habituados: uma “divisão” entre os partidários de duas listas. Ora, esta “divisão” não me parece, de todo, saudável. Porque idênticas circunstâncias já ocorreram noutros clubes – e o (mau) resultado ficou à vista de toda a gente, com graves e perniciosos a repercutirem-se no campo desportivo…
Assim sendo, espera-se que a “nova gestão” braguista saiba (seja capaz de…) unir de novo os associados em torno do Clube e da Equipa. Assim como se espera dos candidatos derrotados nas eleições que saibam (sejam capazes de…) aceitar a derrota e se juntem aos vencedores (e atuais legítimos representantes do Clube) em prol de um Sp. Braga cada vez maior e mais forte!




Notícias relacionadas


Scroll Up